Fim da bisnaga de ketchup resolve um problema e cria outros dois

Fim da bisnaga de ketchup resolve um problema e cria outros dois

Um evento crucial para nossas vidas vai ocorrer no domingo, dia 4 de outubro. Sim, você adivinhou: a partir desta data, será proibido oferecer bisnagas de ketchup, mostarda e maionese nas lanchonetes de São Paulo. A proibição está no artigo 75 da portaria 3/2026, publicada pelo Centro de Vigilância Sanitária estadual paulista. Ele determina que restaurantes, bares, lanchonetes e assemelhados só poderão disponibilizar molhos e condimentos em "embalagens individuais de uso único". O texto não especifica o que seriam essas embalagens, mas todos sabemos de que se trata: os famigerados sachês de plástico estarão por toda parte, do boteco encardido à hamburgueria artesanal mais abestalhada. Estão proibidas não apenas as bisnagas genéricas, que os comerciantes enchem de ketchup, mas também as embalagens originais de fábrica. A justificativa é nobre e válida: se o bico da bisnaga encosta num pedaço do quibe que já foi mordido por alguém doente, pode contaminar a esfirra do próximo cliente. Não dá para contestar tal argumento, assim como não se pode negar que o veto à bisnaga resolve um problema e cria pelo menos outros dois. O mais óbvio deles é o impacto ambiental. São montanhas de sachês de azeite, de vinagre, de shoyu, de sal, de molho picante... tudo isso acaba no lixo. Por essa razão, a União Europeia baixou recentemente uma norma que vai no sentido oposto da portaria paulista: baniu os sachês. A segunda questão é o desperdício de comida. Quem consegue extrair todo o ketchup do sachê? Quem nunca jogou fora sachês intactos que o atendente do fast food atirou na bandeja sem perguntar? Um terceiro problema, que não deve ser desprezado, diz respeito à conveniência dos sachês —ou à falta dela. Além de aniquilar o charme de qualquer ambiente, os saquinhos de plástico são um inferno para abrir, em especial quando você já está com a mão lambuzada de hambúrguer. Sim, as autoridades têm lá sua razão, mas quero deixar registrado meu protesto solitário e inútil. Fique então com uma receita de maionese de alho caseira, com ovo cru e tudo, para você encher a bisnaga à vontade e se rebelar contra o sistema no aconchego do seu lar. Caso ache que vale a pena correr o risco, como eu acho. Alhonese Rendimento: 1 bisnaga Tempo de preparo: 5 minutos Ingredientes 1 ovo 3 dentes de alho descascados Suco de ½ limão Sal e pimenta-do-reino a gosto Óleo vegetal Preparo Coloque todos os ingredientes, menos o óleo, no copo do mixer de mão Bata até triturar totalmente o alho. Com o mixer ligado, vá acrescentando óleo até obter a consistência de uma maionese espessa Transfira para a bisnaga e consuma no mesmo dia LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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