O embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, afirmou nesta quinta-feira (24) que seu filho, um soldado reservista, está em estado grave após ser atropelado por um palestino em um posto de controle na Cisjordânia ocupada. Neria Leiter, 39, foi atingido na quarta-feira (23) enquanto verificava veículos em um posto de controle próximo a um assentamento israelense. Segundo o Centro Médico Shaare Zedek, em Jerusalém, ele passou por uma cirurgia cerebral complexa durante a noite, que durou várias horas De com acordo com o jornal The Times of Israel, Neria estava de guarda ao lado de um policial quando o ataque ocorreu. Seu irmão mais velho, o major Moshe Yedidya Leiter, foi morto junto com outros três reservistas no norte de Gaza em novembro de 2023. Em frente ao hospital, o embaixador disse que o filho foi estabilizado, mas ainda corre risco de morrer. O diplomata deveria acompanhar o discurso do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu na Assembleia Geral da ONU, nesta quinta-feira (24), mas permaneceu em Jerusalém. Leiter escreveu no X que Neria continuou como reservista após a morte do irmão e acumulou centenas de dias de serviço em diferentes frentes desde 7 de Outubro. Na mensagem, ele afirmou que o terrorismo palestino busca expulsar o povo de Israel de suas terras. "Neria precisa de um milagre. Neria continuou a servir na reserva após perder seu irmão mais velho", escreveu. Leiter também criticou o presidente da França, Emmanuel Macron, que, em discurso na ONU na terça-feira (22), destacou a violência de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia. Segundo o embaixador, Macron agiu "por ignorância, malícia ou perversidade" ao afirmar que "o Hamas nunca prejudicou os judeus na Judeia e Samaria", termo bíblico usado por Israel para se referir à Cisjordânia. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo O premiê promoveu uma expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. A violência contra palestinos no território ocupado por Israel se intensificou desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza. Os assentamentos são comunidades residenciais construídas na Cisjordânia, território ocupado militarmente por Israel desde 1967 e reivindicado pelos palestinos como parte de seu futuro Estado. A região é um dos dois territórios palestinos, ao lado da Faixa de Gaza, que integram a área destinada a um Estado palestino nas negociações e planos internacionais para a região. Os assentamentos são ilegais perante o direito internacional —a Convenção de Genebra proíbe um país que ocupa um território de transferir sua população para a região ocupada. Hoje a Cisjordânia abriga cerca de 3 milhões de palestinos e 500 mil colonos israelenses. A comunidade internacional tem denunciado o aumento da violência e elevado a pressão contra o chamado projeto E1, aprovado por Israel em 2025. O plano prevê a construção de 3.400 moradias em uma área de 12 quilômetros quadrados a leste de Jerusalém. A área é considerada estratégica porque sua ocupação pode fragmentar ainda mais o território palestino e dificultar a criação de um Estado palestino territorialmente viável. Com informações da imprensa israelense.
Filho de embaixador de Israel nos EUA � atropelado em ataque na Cisjord�nia
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