Faria Lima evita declarar apoio a candidato e defende democracia em carta aberta

Faria Lima evita declarar apoio a candidato e defende democracia em carta aberta

Nomes bastante conhecidos na Faria Lima, inclusive pelo posicionamento mais à direita, organizaram uma carta aberta para defender valores econômicos, como a livre iniciativa, e políticos, como a democracia constitucional, mas evitaram apoio a um candidato específico. Um dos organizadores da carta, publicada nesta quinta-feira (8), é Eduardo Cavendish, que integra a equipe técnica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, a carta é apartidária. O documento, nomeado "Carta ao Brasil pela Liberdade e pela Prosperidade", já tinha mais de 1.000 assinaturas até as 17h desta quinta, entre gestores de patrimônio, consultores financeiros e analistas do mercado. Além de Cavendish, também organizaram a iniciativa Tiago Reis, fundador da Suno e da Suno Asset, e Bruno Musa, consultor e influenciador financeiro. Sem citar Flávio ou o presidente Lula (PT), nem direcionar críticas ou elogios aos candidatos à presidência no segundo turno, a carta defende valores liberais na economia, que são bandeira da direita, como a redução de barreiras e simplicação de obrigações para abertura de empresas. Também pede o controle das despesas públicas, a revisão de gastos ineficientes e de privilégios, além de uma tributação simples e previsível. Mas também é incisiva ao se posicionar politicamente pela democracia. "Eleições livres, respeito aos seus resultados e separação de Poderes são compromissos permanentes. Todas as instituições devem atuar dentro de suas competências, com transparência e respeito aos direitos fundamentais", diz a carta. Outros valores defendidos por seus criadores são a liberdade, limites ao poder e direito a todos, "inclusive a quem discorda de nós". Eles também pleiteiam por instituições que respeitem o cidadão e segurança jurídica. Apesar de evitar declarar voto, o comportamento do mercado acionário logo após o primeiro turno das eleições presidenciais mostraram euforia com uma vitória da direita, já que é esperado um freio de arrumação nas contas públicas com o resultado. A surpresa com a vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula nas eleições fez a Bolsa de Valores brasileira disparar e atingir pela primeira vez os 200 mil pontos. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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