Famosos criados com deepfakes pedem votos para pol�ticos; veja v�deo

Famosos criados com deepfakes pedem votos para pol�ticos; veja v�deo

Esse vídeo de alguém que se parece com o cantor Caetano Veloso é fake ou real? "O Lula salvou este país do ódio e, em 2026, nós vamos confirmar esse projeto de um país acolhedor e justo". Ele é fake, foi criado com inteligência artificial, e a própria assessoria do cantor já desmentiu. Mas este vídeo com ele e outros artistas é real: "Bora Lula." E estas fotos também são reais: o deputado Nikolas Ferreira ao lado de Ana Castela fazendo 22. E Neymar autografando uma camisa da Seleção Brasileira para Flávio Bolsonaro. Só que este vídeo aqui de Neymar é fake: "Eu estou vendo toda a perseguição que está acontecendo com o presidente Bolsonaro, estão censurando ele. A verdade é que Lula e Alexandre de Moraes estão com medo da força do presidente", diz uma imagem do jogador criada por IA. Acho que deu para entender, né? Os deepfakes estão ficando cada vez mais realistas. A internet está cheia de vídeos falsos de famosos fazendo campanha política. Na maioria das vezes, a pessoa que aparece no vídeo costuma influenciar opiniões. Como artistas, jogadores de futebol, jornalistas e líderes religiosos. E pode até parecer meio absurdo usar esse espaço para isso, mas, não, o Príncipe Harry não declarou apoio a Lula, nem disse que ele é um deus brasileiro. Só que nem sempre essas fakes estão na cara. Então, como um vídeo falso pode parecer tão real? É que a IA tornou muito fácil e rápido para qualquer pessoa manipular imagens e sons. E esses deepfakes servem para fazer propaganda política —contra ou a favor dos candidatos. Só que o problema desses vídeos não é só o uso indevido da imagem de um famoso. Esses deepfakes têm o potencial de fazer um eleitor acreditar que uma determinada opinião política é consenso. Incluindo entre pessoas que ele admira ou em quem confia. O que tende a influenciar o voto. Mas alguns truques ajudam a perceber se um vídeo é falso. Por exemplo, quando os gestos e a entonação da fala não soam naturais. Ou se a dublagem parece robotizada. Ou quando o movimento da boca não acompanha a fala. Ou, então, se aquela pessoa está se comportando de um jeito incomum para o cargo dela. Vale prestar atenção em tudo isso e em erros que essas postagens geralmente cometem. Neste vídeo aqui, por exemplo, o fake de César Tralli se chama de Celso Tralli. O jornalista nunca erraria o próprio nome, né?

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