Familiares de Renee Good, a mulher de Minneapolis morta a tiros por um agente do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, durante a ofensiva do governo Trump contra os imigrantes, entraram nesta quinta-feira (1º) com duas ações na Justiça federal, uma delas contra o agente que atirou nela e várias autoridades de alto escalão do governo Trump. As ações, apresentadas em um tribunal federal de Minnesota, acusam o agente do ICE Jonathan Ross de ter se colocado em risco ao ficar diante do carro de Good durante uma abordagem tensa em 7 de janeiro e de ter usado força letal sem justificativa. Além de Ross, uma das ações também cita como réus Kristi Noem, ex-secretária de Segurança Interna; Stephen Miller, principal autoridade da Casa Branca responsável pela política de imigração; Thomas D. Homan, "czar" (alto funcionário) de fronteiras da Casa Branca; Todd Lyons, ex-diretor do ICE; e Gregory Bovino, ex-alto funcionário da Patrulha de Fronteira. A ação afirma que a morte de Good foi resultado de uma operação de imigração em Minnesota motivada por hostilidade racial inconstitucional contra somalis e hispânicos. "Ela foi morta em uma via pública enquanto fazia o que milhares de seus vizinhos faziam naquele inverno: observava homens mascarados e armados aterrorizarem sua comunidade e se recusava a ignorar isso", afirma a ação. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo A segunda ação, que cita o governo dos Estados Unidos como réu, foi apresentada com base em uma lei de 1964 que permite aos autores buscar reparação por mortes causadas por negligência. A Casa Branca e o Departamento de Segurança Interna não responderam a pedidos de comentário. Good, cidadã americana, foi morta a tiros dentro de seu veículo, a poucos quarteirões de sua casa, no sul de Minneapolis. Os disparos ocorreram após uma breve discussão entre ela, sua companheira, Becca Good, e agentes de imigração que integravam um contingente mobilizado para Minnesota com o objetivo de deter imigrantes em situação irregular no país no inverno passado. Noem e outras autoridades de alto escalão do governo rapidamente afirmaram que os disparos foram justificados e acusaram Good de tentar atropelar o agente do ICE com seu veículo. Agentes e órgãos federais têm ampla imunidade contra ações judiciais relacionadas ao uso de força letal. Para obter êxito, os autores da ação precisam demonstrar claramente que um agente federal violou os direitos constitucionais de uma pessoa. Agentes federais podem usar força letal se tiverem motivos razoáveis para acreditar que a pessoa representa uma ameaça de causar lesões corporais graves ao agente ou a terceiros. Em geral, o FBI conduz uma investigação sobre possíveis violações de direitos civis para avaliar se um agente que usou força letal agiu dentro da lei. Mas, pouco depois da morte de Good, o procurador-geral Todd Blanche, então procurador-geral adjunto, afirmou não ver motivo para uma investigação sobre possíveis violações de direitos civis no caso. Nos dias seguintes, o Departamento de Justiça abriu uma investigação centrada nas ligações de Becca Good com grupos de manifestantes. Autoridades federais não divulgaram novas informações sobre essa investigação. Ross, o agente que matou Renee Good a tiros, não se pronunciou publicamente sobre o caso.
Fam�lia de cidad� americana morta pelo ICE processa governo Trump e agente
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