Fachin diz a ministros que vai adiar discuss�o de Nossa Senhora no STF

Fachin diz a ministros que vai adiar discuss�o de Nossa Senhora no STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin afirmou a ministros da corte que não vai pautar a discussão sobre Nossa Senhora Aparecida na sessão de quarta (30). Com isso, a possibilidade de uma sessão explosiva, com novos embates entre magistrados, fica ao menos adiada. O presidente do STF disse também que vai dialogar com magistrados do TSE para que o assunto seja decidido pelo plenário da Corte Eleitoral antes de ser discutido pelo STF. A guerra de liminares entre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o assunto havia implodido o plano do presidente da corte de buscar uma trégua para a crise inédita aberta nas últimas semanas. Magistrados avaliavam que a reunião do plenário para discutir o caso seria uma nova ''sessão-bomba", capaz de recolocar o caso Master nos holofotes e reeditar as brigas públicas entre integrantes do tribunal. O novo capítulo dos desgastes começou na sexta-feira (25). O ministro André Mendonça, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ordenou a remoção de publicações das redes sociais que apontavam falsamente uma intenção de Flávio Bolsonaro (PL) de, se eleito, tirar da santa o título de padroeira do Brasil. A decisão foi revertida no domingo (27) pelo ministro Flávio Dino, que é da ala oposta à de Mendonça na correlação de forças do STF. Dino afirmou que não havia "grau de certeza sobre a ilicitude" das postagens e alertou para censura em massa, em violação à liberdade de expressão e à liberdade religiosa. Na segunda-feira (28), veio uma nova ordem para excluir os conteúdos —dessa vez do ministro Luiz Fux. Ele atendeu a um pedido da campanha de Flávio e mandou restaurar a decisão original de Mendonça, seu aliado. Eleições Hoje Receba no seu email destaques das campanhas, pesquisas e disputas nos estados Tanto Dino quanto Fux pediram a Fachin que suas decisões fossem submetidas a referendo no plenário do STF. O presidente da corte sinalizou disposição para marcar o julgamento antes do primeiro turno das eleições, para que a corte dê a palavra final com quórum completo e encerre a guerra de decisões. A divisão interna no STF se acirrou após os embates de 15 de setembro, quando o plenário da corte começou a discutir se abriria investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Master. O julgamento foi interrompido por pedido de vista de Dino. Fachin chegou a cancelar sessões plenárias por temor de embates públicos que poderiam desgastar ainda mais o tribunal. Contudo, ele teve um alívio na semana passada, quando um julgamento sobre licença-maternidade ocorreu sem sobressaltos e até uniu ministros rivais em um resultado unânime. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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