Londres |Financial Times A Novo está aberta à possibilidade de ampliar sua presença na Bolsa de Nova York como parte dos esforços para fortalecer o perfil da fabricante dinamarquesa de medicamentos para perda de peso nos Estados Unidos, após uma iniciativa semelhante adotada pela rival britânica AstraZeneca no início deste ano. "Claramente vejo algumas vantagens nisso", disse ao FT o presidente-executivo da Novo , Mike Doustdar, ao ser questionado sobre a possibilidade de a empresa listar diretamente suas ações na Bolsa de Nova York, substituindo as ADRs (Recibos de Ações Negociados nos Estados Unidos), que atualmente dão aos investidores americanos acesso aos papéis. Fabricante do Ozempic promete novos medicamentos e considera aquisições para reforçar seu portfólio - Rubens Cavallari/Folhapress "Sou o tipo de pessoa que normalmente não começa com um ‘não’. Começo com um ‘talvez’. Você pode me mostrar os prós e os contras disso? Podemos conversar e discutir a questão", acrescentou. Ele ressaltou, porém, que a empresa não está atualmente estudando a ideia. A Novo, maior empresa da Dinamarca em valor de mercado, está listada na Nasdaq Copenhagen. Os Estados Unidos, porém, são um mercado cada vez mais importante para a fabricante do Ozempic: o país responde pela maior parte das vendas de seus medicamentos para perda de peso e diabetes e por mais da metade de sua receita, além de representar uma parcela crescente de sua base de investidores. "Nossa comunidade de investidores, em maior medida, mudou nos últimos 20 anos [para fora da] Escandinávia, e estamos falando cada vez mais com investidores nos Estados Unidos [...] além dos nossos investidores de longo prazo", disse Doustdar. A AstraZeneca listou diretamente suas próprias ações na Bolsa de Nova York neste ano, em uma tentativa de atrair mais investidores no maior mercado de capitais do mundo. O grupo que integra o índice FTSE 100 manteve sua listagem principal e sua sede no Reino Unido e também possui uma listagem em Estocolmo. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisõesA possibilidade de uma listagem direta da Novo nos Estados Unidos já havia sido discutida na última década, segundo Doustdar. Ele ponderou, porém, que não houve "diálogo ou discussões ativas" sobre o assunto desde que assumiu o cargo de CEO, há pouco mais de um ano. As ações da Novo caíram quase 8% na segunda-feira (22), depois que Doustdar prometeu recuperar o desempenho da empresa com novos medicamentos capazes de se tornar "blockbusters múltiplos" e expandir a atuação para novas áreas terapêuticas durante um evento com investidores. As ações da companhia acumulam queda de mais de 20% neste ano, reduzindo seu valor de mercado para cerca de US$ 176 bilhões (R$ 898,5 bilhões), segundo dados da Bloomberg. O valor de mercado da Novo chegou a superar US$ 600 bilhões (R$ 3,06 trilhões) em 2024, e a empresa era, até o ano passado, a companhia mais valiosa da Europa. O grupo havia se beneficiado da popularidade de seus medicamentos pioneiros para perda de peso, mas perdeu espaço para a Lilly. Agora, o grupo dinamarquês está sob pressão para fechar acordos que reforcem seu portfólio de medicamentos e recuperar terreno na disputa com a rival Lilly, que vem gastando pesadamente em aquisições.A Novo reduziu sua força de trabalho em 13 mil funcionários no último ano como parte de medidas de corte de custos. Na semana passada, a empresa anunciou uma mudança de marca destinada a aumentar sua atratividade junto aos consumidores, deixando de usar "Nordisk" no nome em situações cotidianas. Na segunda-feira (21), prometeu lançar mais de cinco novos medicamentos com potencial de se tornarem "blockbusters múltiplos" até 2030, além de considerar novas aquisições. "As negociações [para aquisições] vão continuar, mas de forma disciplinada", disse Doustdar ao FT. "[Não vamos] sair às compras no Natal [porque fazer negócios] está na moda agora." Doustdar, primeiro estrangeiro a comandar a fabricante dinamarquesa de medicamentos, reconheceu a crescente importância do mercado americano, mas ressaltou a importância das raízes escandinavas da Novo. "Os Estados Unidos são um país estratégico agora, foram no passado e continuarão sendo no futuro previsível", disse.Mas acrescentou que a Novo é "uma empresa de origem dinamarquesa que agora é global e internacional e opera com sucesso e orgulho em diferentes partes do mundo. É esse tipo de empresa que gosto de liderar''. RAIO-X | Novo Fundação: 1923 Sede: Bagsværd (Dinamarca) Número de funcionários: Cerca de 77 mil Principais concorrentes: Eli Lilly, Sanofi, AstraZeneca e Merck & Co Com informações adicionais de Oliver Barnes
Fabricante do Ozempic avalia listar a��es diretamente em Nova York
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