Sete ex-ministros da Saúde dos governos Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Lula (PT) e o atual chefe da Pasta, Alexandre Padilha, lançaram um manifesto falando dos riscos que o SUS está correndo caso Flávio Bolsonaro (PL) ganhe a eleição. O documento cita a condução da pandemia de Covid pela gestão de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, marcada pelo negacionismo científico, e a substituição durante o governo dele de dois médicos do comando do Ministério da Saúde —Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich— por um general do Exército, Eduardo Pazuello. "Nós, que já ocupamos o honroso cargo de m inistro da Saúde, sabemos o que custa manter o SUS funcionando. Na pandemia, todos nós vimos o altíssimo custo de negar saúde à população. O conhecimento científico deu lugar à obediência cega. Foi muito difícil ver vacinas negadas com o simples argumento 'um manda e o outro obedece.' Desmandos que continuaram até o fim do governo Bolsonaro", diz trecho do texto. "O resultado foi que perdemos mais de 700 mil pessoas. Medidas de prevenção foram alvo de ataques e zombaria. Pessoas deixadas para morrer sem oxigênio. Quem chorou a perda de parentes e amigos foi chamado de 'maricas'", prossegue o texto. A manifestação é assinada pelos ex-ministros Nísia Trindade (2023 a 2025), Gilberto Occhi (2018), Marcelo Castro (2015 a 2016), Arthur Chioro (2014 a 2015), José Agenor (2006 a 2007), Saraiva Felipe (2005 a 2006) e Humberto Costa (2003 a 2005), além de Alexandre Padilha. com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Ex-ministros da Sa�de citam pandemia e amea�a ao SUS em manifesto contra Fl�vio Bolsonaro
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