Ex-ministra brit�nica foi assassinada com 21 marteladas, diz Promotoria

Ex-ministra brit�nica foi assassinada com 21 marteladas, diz Promotoria

A ex-ministra conservadora britânica Ann Widdecombe morreu após ser atingida 21 vezes com um martelo por um homem que invadiu sua casa em Dartmoor, afirmaram os promotores do Reino Unido. O tribunal penal em Londres ouviu nesta terça-feira (21) detalhes do que os promotores descreveram como um ataque "planejado e direcionado" ocorrido neste mês contra a mulher de 78 anos, cujo assassinato chocou a opinião pública britânica e abalou a classe política. Joshua Kerry, 28, teria entrado na propriedade enquanto Widdecombe, que nos últimos anos atuava como porta-voz do partido Reform UK, de Nigel Farage, almoçava em sua cozinha. O cidadão britânico, natural de Yorkshire, atingiu-a na cabeça com o martelo 21 vezes, afirmou o promotor Alistair Richardson. O réu teria, em seguida, empurrado Widdecombe para fora da cadeira, fazendo com que ela caísse no chão. Lesão por força contundente na cabeça foi apontada como a causa da morte. Kerry, morador da Byrley Road, em Rotherham, compareceu duas vezes ao banco dos réus nesta terça, primeiro no Tribunal de Magistrados de Westminster e, mais tarde no mesmo dia, no tribunal em Londres, acusado do assassinato de Widdecombe. O réu, barbudo e vestido com roupas cinzas, falou apenas para confirmar sua identidade e não foi solicitado a se pronunciar sobre a acusação em nenhuma das audiências. Ele foi mantido em prisão preventiva e deve comparecer ao tribunal em 9 de outubro, antes do julgamento. Os promotores afirmaram que o réu permaneceu na casa de Widdecombe por apenas dois minutos durante o suposto ataque ocorrido em 8 de julho. Widdecombe, conhecida por suas visões tradicionais, não compareceu a uma entrevista ao vivo que deveria conceder ao Channel 5 naquela tarde. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte pelo jardineiro, que havia sido solicitado pela assistente pessoal de Widdecombe a verificar se ela estava bem. Kerry foi preso em South Yorkshire, a mais de 400 km da vila isolada onde Widdecombe morava, três dias após o suposto ataque, sob suspeita de homicídio. Posteriormente, ele foi novamente preso com base na Lei Antiterrorismo. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Widdecombe foi deputada conservadora de 1987 a 2010, além de ter atuado como ministra do Interior e ministra do Trabalho no governo do ex-primeiro-ministro John Major. Ela conquistou um novo público em 2010, quando participou do programa da BBC "Strictly Come Dancing". Fervorosa defensora da saída da União Europeia durante o referendo do brexit de 2016, Widdecombe passou a atuar como deputada do Parlamento Europeu pelo Partido do Brexit, de Farage, e, mais recentemente, foi porta-voz de seu sucessor, o Reform UK. Os promotores afirmaram que as investigações policiais sobre os possíveis motivos do réu continuam em andamento, incluindo uma possível conexão política ou terrorista. Agentes da unidade antiterrorismo assumiram a investigação após uma apuração inicial conduzida pela polícia local.

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