Espanha bicampe�: relembre as participa��es em Copas

Espanha bicampe�: relembre as participa��es em Copas

Bicampeã da Copa do Mundo neste domingo (19), a Espanha superou uma sequência de campanhas frustrantes após seu primeiro título, em 2010, e voltou a levantar a taça após vencer a Argentina no estádio MetLife, em Nova Jersey. Em 2014, tinha caído na fase de grupos; em 2018 e 2022, parou nas oitavas de final. Entre no grupo FolhaStats Confira a tabela da Copa A seleção que conquistou a primeira estrela há 16 anos, na África do Sul, era treinada por Vicente del Bosque e é considerada a principal safra de jogadores que defenderam o país, reunindo craques principalmente de Barcelona (Xavi Hernández, Sergio Busquets, Gerard Piqué e Andrés Iniesta) e Real Madrid (Iker Casillas, Xabi Alonso e Sergio Ramos). Entre os campeões neste domingo, também defendem o clube catalão 8 dos 26 atletas da delegação, com destaque para os titulares absolutos Lamine Yamal e Pau Cubarsí, além do atacante Ferran Torres, autor do gol do título. O artilheiro da equipe neste Mundial, Mikel Oyarzabal, com cinco gols, joga pela Real Sociedad. Primeiro título Na estreia em 2010, a Espanha foi derrotada por 1 a 0 pela Suíça e depois superou Honduras e Chile na fase de grupos para avançar ao mata-mata. Venceu todos os jogos eliminatórios pela vantagem mínima de 1 a 0. Nas oitavas, deixou para trás Portugal —assim como na campanha de 2026— com gol de David Villa, que também marcou contra o Paraguai nas quartas e é até hoje o artilheiro da seleção espanhola em Copas do Mundo, com nove tentos. O zagueiro Carles Puyol balançou as redes na semifinal contra a Alemanha, e o gol do título foi marcado por Iniesta na prorrogação, diante da Holanda, em Joanesburgo. A defesa formada por Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila, junto ao goleiro Casillas, sofreu apenas dois gols em sete partidas naquela edição. A solidez defensiva é outra semelhança entre os títulos de 2010 e 2026. Neste ano, a meta de Unai Simón foi vazada apenas uma vez, no confronto contra a Bélgica, em um total de oito jogos. Na decisão, a Argentina conseguiu finalizar só na segunda etapa da prorrogação. Quedas precoces A defesa não foi uma virtude em 2014. Na primeira partida da Copa realizada no Brasil, a Espanha sofreu uma dura derrota por 5 a 1 para a mesma Holanda que havia superado na decisão de quatro anos antes. Na segunda rodada, mais uma derrota, para o Chile, que fez 2 a 0. A vitória por 3 a 0 sobre a Austrália não foi suficiente para impedir uma eliminação precoce dos então campeões, ainda sob comando de Del Bosque. Em 2018, uma turbulência nos bastidores se traduziu em outra queda antecipada. A dois dias da estreia contra Portugal, o então técnico Julen Lopetegui (atualmente à frente da seleção do Qatar) foi demitido pela federação espanhola devido ao anúncio de que se tornaria treinador do Real Madrid após o Mundial. O ex-jogador Fernando Hierro ficou responsável pelo comando da equipe, eliminada pela anfitriã Rússia nas oitavas de final, por 4 a 3 nos pênaltis, após empate em 1 a 1. Na fase de grupos, havia vencido apenas o Irã e empatado com Marrocos e Portugal. Foram os marroquinos os algozes em 2022, também nas oitavas e nos pênaltis, em uma disputa em que a Espanha não acertou nem uma cobrança —Carlos Soler e Sergio Busquets pararam no goleiro Bono e Pablo Sarabia mandou na trave. A campanha no Mundial do Qatar começou bem, com uma goleada de 7 a 0 sobre a Costa Rica, mas foi seguida por um empate com a Alemanha e uma derrota para o Japão. O técnico era Luis Enrique, que acabou demitido após a queda para Marrocos. Foi então que Luis de la Fuente assumiu a equipe. As duas primeiras participações Antes do título de 2010, a melhor campanha da Espanha em Copas era o quarto lugar alcançado em 1950, quando disputou o Mundial pela segunda vez. Terminou em primeiro de seu grupo, após vencer os Estados Unidos, o Chile e a Inglaterra, e empatou com o Uruguai, que seria o campeão daquela edição, antes de ser goleada pelo Brasil, por 6 a 1. A primeira participação aconteceu em 1934, quando eliminou o Brasil nas oitavas de final. Nas quartas, empatou com a Itália em 1 a 1 e perdeu por 1 a 0 a partida de desempate, disputada no dia seguinte. Pouca tradição nas fases finais Em 17 participações, a Espanha alcançou a semifinal apenas duas vezes, em 2010 e 2026. O pior período da história aconteceu depois de 1950: não se classificou em 1954 e em 1958 e caiu na fase de grupos em 1962 e 1966. Também ficou de fora até 1978, quando foi eliminada novamente na primeira fase. Na edição seguinte, em 1982, atuando em casa, parou no triangular da segunda fase. Em 1986, 1994 e 2002, voltou para casa nas quartas de final. A partida de 2002, definida nos pênaltis contra a Coreia do Sul, foi cercada de polêmicas de arbitragem, que teria favorecido os anfitriões deliberadamente ao anular incorretamente dois gols da Espanha no tempo regulamentar. Retrospecto da Espanha em Copas 17 participações 75 jogos 38 vitórias 18 empates 19 derrotas 58,7% de aproveitamento 122 gols marcados 76 gols sofridos Todas as campanhas da Espanha em Copas 1934 - caiu nas quartas para Itália, por 1 a 0 no jogo de desempate 1950 - foi ao quadrangular final e terminou em quarto lugar 1962 - caiu na fase de grupos 1966 - caiu na fase de grupos 1978 - caiu na fase de grupos 1982 - caiu na segunda fase 1986 - caiu nas quartas para a Bélgica nos pênaltis (5 a 4 após empate em 1 a 1) 1990 - caiu nas oitavas para a Iugoslávia, por 2 a 1 1994 - caiu nas quartas para Itália, por 2 a 1 1998 - caiu na fase de grupos 2002 - caiu nas quartas para a Coreia do Sul nos pênaltis (5 a 3 após empate em 0 a 0) 2006 - caiu nas oitavas para a França, por 3 a 1 2010 - campeã 2014 - caiu na fase de grupos 2018 - caiu nas oitavas para Rússia nos pênaltis (4 a 3 após empate em 1 a 1) 2022 - caiu nas oitavas para Marrocos nos pênaltis (3 a 0 após empate em 0 a 0) 2026 - campeã

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