Epidemia de dan�a e raios globulares s�o mist�rios sem solu��o at� hoje

Epidemia de dan�a e raios globulares s�o mist�rios sem solu��o at� hoje

Durante a história, eventos muito esquisitos aconteceram, fenômenos sem solução. Algumas dessas coisas foram explicadas usando a ciência da época, enquanto outras foram desvendadas muito tempo depois, conforme o conhecimento humano progrediu. Mas em alguns casos curiosos nós ainda não chegamos a uma conclusão satisfatória sobre que raios pode ter acontecido. Esses mistérios vão provavelmente permanecer sem solução por muitos e muitos anos, seja porque ainda não temos a tecnologia para analisá-los, seja porque detalhes importantes deles se perderam para sempre no fio da história, alimentando o mistério de estar vivo nesse mundo vasto —o que pode ser uma coisa tão divertida quanto chegar a uma conclusão. Conheça alguns desses mistérios sem solução. A EPIDEMIA DE DANÇA DE 1518 Numa tarde de julho, em Estrasburgo, na atual França, uma mulher chamada Frau Troffea começou a dançar sem parar pelas ruas, sem música ou motivo aparente. Logo, outros começaram a imitá-la entrando na ciranda. Em alguns dias, eram mais de 30 pessoas em movimento. Segundo relatos, os dançarinos pareciam estar em transe e dançavam por semanas, parando apenas por exaustão, fome ou sede. Preocupadas, as autoridades proibiram qualquer tipo de dança em público. Muitos participantes acreditavam que estavam dançando por medo de uma punição de são Vito de Lucânia, mártir e padroeiro dos dançarinos, e esperavam livrar-se dos pecados. Em setembro daquele ano, a epidemia da dança acabou tão inexplicavelmente quanto começou. O número de vítimas é debatido: há quem diga que até 15 pessoas morreram por dia no auge, mas os registros oficiais não citam mortes. Até hoje, discutem-se as causas do fenômeno. Entre as principais hipóteses estão intoxicação alimentar e histeria coletiva. OS ESTRANHOS RAIOS GLOBULARES Há um estranho e ainda hoje inexplicável fenômeno atmosférico chamado raio globular. Ele geralmente acontece em dias fechados, com relâmpagos, e consiste numa luminosa esfera de até 30 centímetros de diâmetro, que brilha como uma lâmpada e flutua acima do solo por alguns metros até desaparecer em uma explosão ou sumir feito um suspiro. Esse fenômeno é registrado desde pelo menos o século 12 e, por se tratar de um acontecimento muito raro e muito efêmero, os cientistas não conseguem estudá-lo o suficiente para definir suas explicações com segurança. O que se sabe é que os raios globulares geralmente acontecem após intensas descargas elétricas; podem variar de cor e tamanho, chegando a vários metros em alguns casos; flutuam alguns centímetros acima do solo. E há relatos de alguns invadindo casas pela janela. Apesar de experimentos de laboratório terem simulado fenômenos similares, ainda não conseguimos reproduzir todas as características observadas nas suas aparições. Muitos acreditam que os raios globulares são os reais fenômenos naturais por trás das aparições de Ovnis. A CIA E OS PARANORMAIS Durante a Guerra Fria, o Exército americano buscava maneiras de obter informações sobre armamentos, radares e senhas soviéticas. Naquela época não havia imagens de satélite de alta resolução, GPS ou drones. Por isso, os militares investiram em pesquisas para descobrir se paranormais poderiam ser usados para fins militares. Um dos projetos mais esquisitos foi o Stargate, iniciado no fim dos anos 1970. Ele investigava a possibilidade de visualizar lugares e acontecimentos remotamente, usando apenas a mente. Funcionava assim: a uma pessoa eram dadas informações de latitude e longitude de alguma localização no mundo. O sujeito então começava a meditar para acessar "frequências especiais" —a teoria era a de que nosso cérebro poderia funcionar como uma espécie de antena de rádio. Quando a meditação cessava, o paranormal então usava um papel e uma caneta para desenhar ou descrever objetos ou cenas que ele teria visto dentro da sua mente. O Projeto Stargate foi encerrado em 1995, quase 20 anos após seu início, por falta de utilidade para a CIA. Embora alguns experimentos tenham registrado efeitos estatisticamente relevantes em laboratório, seus resultados não podiam ser revisados e auditados. Há suspeitas de que pesquisadores tenham forjado experimentos para garantir financiamento do governo. O CASO TAMAN SHUD No primeiro dia de dezembro de 1948, na praia de Somerton, no sul da Austrália, um homem foi encontrado sem vida, deitado na areia, com meio cigarro pendendo na sua lapela e sem sinal aparente de violência. Não havia documentos com ele, então a polícia não conseguia saber nem seu nome. Testemunhas da noite anterior à descoberta do corpo não conseguiram se lembrar de nada significativo para ajudar na identificação. O médico responsável pela autópsia descartou causas naturais para sua morte e levantou a suspeita de envenenamento. O caso sofreu uma reviravolta quando um pequeno papel foi encontrado num compartimento escondido num dos bolsos da calça do sujeito; impressas nele estavam as palavras "taman shud" ou "fim" em persa. A nota foi rasgada da última página de um livro de poemas. A polícia começou uma busca atrás da cópia de onde o papel poderia ter sido rasgado. Depois da divulgação do caso e das buscas em jornais, um homem se apresentou para relatar que uma cópia do livro foi encontrada no banco de trás do seu carro, que estava estacionado destrancado a poucos metros da praia de Somerton na noite de 30 de novembro. Para confusão dos investigadores, uma série de linhas com sequências de letras e números fora escrita em uma das contracapas do livro, junto com um número de telefone de uma mulher. Os investigadores nunca desvendaram a sequência —seria um código? E a mulher em questão nunca ouvira falar no homem —estaria ela mentindo? O MANUSCRITO VOYNICH O mais enigmático dos livros não ganhou essa fama por causa do seu conteúdo —até porque ninguém ainda conseguiu lê-lo. Ele foi escrito em língua e alfabeto que nunca foram decifrados. Suas páginas são ricamente ilustradas por desenhos botânicos de plantas que não existem, ilustrações de pequenas mulheres cor-de-rosa tomando banho em líquido verde e esquemas astronômicos de corpos celestes que não correspondem ao Sistema Solar. Sabemos que o manuscrito estava numa coleção de padres jesuítas italianos quando foi adquirido, em 1902, pelo livreiro Wilfrid Voynich, daí o seu nome. No seu interior, há uma carta datada de 1666 assinada por um acadêmico de Praga, que diz que o manuscrito pertenceu a Rodolfo 2º, imperador do Sacro Império Romano-Germânico que era fascinado pelo ocultismo. Há décadas estudiosos se debruçam para decodificar o manuscrito. Até hoje, ninguém conseguiu sequer começar a desvendar esse mistério. Vez ou outra, aparece alguma pesquisa apontando que talvez não haja língua alguma por trás dos caracteres e que tudo não passa de uma pegadinha de mais de 600 anos.

Original Source

Read the full article at Www1 →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.