Quatro organizações da sociedade civil protocolaram nesta sexta-feira (9) uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral pedindo que sejam apuradas as atividades da plataforma "Brasil 22 Token" (B22), criptomoeda lançada em 6 de outubro. A petição é assinada por Conectas Direitos Humanos, Inesc, Sleeping Giants Brasil e Artigo 19 Brasil. O projeto é divulgado em um perfil do Instagram com 12,9 milhões de seguidores, o @hyperskidsafrica, que diz arrecadar recursos para construir casas para crianças em Uganda. O perfil publicou um vídeo em que crianças com camisetas do B22 cantam o jingle "vota, vota e confirma, 22 é Bolsonaro". O vídeo ultrapassa 3 milhões de visualizações. A legenda diz que o perfil recebeu 120 milhões de tokens pela parceria, cita Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Pablo Marçal e convida os seguidores a "ganhar tokens inspirando outras pessoas a votar 22". O caso foi noticiado pela Folha. Na representação, as entidades pedem que a Procuradoria identifique os responsáveis pela plataforma, ingresse com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para remover os conteúdos nas redes sociais e suspenda o programa Airdrop B22. Pelo programa, o participante precisa manter ao menos 10 mil tokens em carteira digital, publicar no X, Instagram ou TikTok um conteúdo que mostre pertencimento à "comunidade B22", manter a postagem no ar e enviar o link para validação. Cada participação aprovada pode render até 30 mil tokens. As inscrições vão até 26 de outubro, um dia depois do segundo turno. Segundo as organizações, a criptomoeda é um empreendimento comercial, e não um eleitor, e por isso está proibida de fazer propaganda eleitoral na internet. As entidades pedem ainda que os fatos sejam apurados como possível captação ilícita de recursos e abuso de poder econômico. Na reportagem da Folha, o site do B22 diz que apoia Flávio e que a distribuição de tokens é "independente de voto, preferência eleitoral ou divulgação de propaganda eleitoral". Também afirma que o projeto "não é oficial, não é endossado nem tem vínculo com nenhum político, partido, candidatura ou campanha eleitoral, e não é forma de doação eleitoral". A campanha de Flávio disse que "desconhece a autoria do site citado, assim como não tem qualquer relação com o seu conteúdo e nem com a venda de criptomoedas". LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Entidades pedem suspens�o de criptomoeda que paga por posts pelo voto 22
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