As linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) funcionam de forma parcial no início da noite desta terça-feira (4) em meio à paralisação dos ferroviários. A expectativa é de deliberação sobre a continuidade da greve em assembleia nas próximas horas. De acordo com a CPTM, cerca de um terço da média de trens para o pico está em operação, com foco nos percursos de maior demanda. O funcionamento abrange os seguintes trechos: linha 11-coral: de Palmeiras-Barra Funda a Guaianases; linha 12-safira: de Brás a Engenheiro Goulart; linha 13-jade: integral, mas com um trem operacional e velocidade reduzida. O sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionado. É voltado a atender passageiros dos trechos afetados no extremo leste da capital paulista e em municípios da região metropolitana, como Ferraz de Vasconcelos, Poá e Mogi das Cruzes. A linha 13-jade ficou paralisada da madrugada até a tarde, com a retomada de operação de um trem. O ramal atende as estações Engenheiro Goulart, no distrito paulistano de Cangaíba, na zona leste, e Guarulhos-Cecap e Aeroporto-Guarulhos, na Grande São Paulo. Na estação Brás, por exemplo, passageiros embarcam com dificuldade em trens lotados em direção à zona leste. Na plataforma cheia, pessoas reclamavam que o intervalo estava maior do que o normal. Usuária da linha 11-Coral, a vendedora Natalli Freitas, 20, contou que espera levar uma hora a mais para concluir o trajeto até sua residência em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo.Ela usualmente faz o percurso de trem a partir do centro da capital até o município. Com a greve, terá de tomar dois ônibus a partir da estação Guaianases. "Tá bem pior hoje do que em outros dias", relatou. Segundo a CPTM, os ramais funcionaram com 67% do efetivo operacional no pico da manhã, o que estaria abaixo do mínimo de 80% estabelecido por decisão da Justiça. O balanço da tarde aponta 20 trens operacionais, ante média de 60 para o horário de pico. Além disso, a companhia apontou que três dos 126 maquinistas escalados para o período da manhã compareceram. Desse modo, 21 supervisores foram remanejados para a condução durante a greve. Linha Média de trens em horário de pico Trens operacionais nesta tarde 11-coral 31 15 12-safira 24 4 13-jade 5 1 Entre as medidas de contingência, a CPTM diz ter priorizado o atendimento dos trechos de maior demanda, enquanto o Metrô anunciou reforço na operação durante o pico desta tarde. O que reivindicam os ferroviários Uma das pautas dos ferroviários é a aprovação do projeto de lei estadual 730/2025. A proposta permite a absorção dos trabalhadores da CPTM por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta no caso de concessão, permissões ou PPP (Parceria Público-Privada). O tema foi tratado pelo presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves de Matos, em reunião com deputados na Assembleia Legislativa de São Paulo nesta terça. Pela manhã, houve superlotação e atrasos no transporte de trabalhadores. A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) reassumiu temporariamente as três linhas no fim de julho. A medida ocorreu após falhas no sistema elétrico, incêndio em vagão e outros problemas. A operação era de responsabilidade da concessionária Trivia Trens. O rodízio de automóveis na cidade de São Paulo está suspenso por causa da greve. Somadas, as três linhas transportaram 786,5 mil passageiros na média diária dos dias úteis de junho. O leilão das linhas 11, 12 e 13 ocorreu em março de 2025. A concessão é por 25 anos e prevê a construção de estações e extensões das linhas, com R$ 14,3 bilhões em investimentos.
Entenda como est� o funcionamento das linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade na volta para casa
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