Enamed entra no ranking de cursos de medicina do RUF

Enamed entra no ranking de cursos de medicina do RUF

A avaliação dos cursos de medicina muda nesta edição do RUF (Ranking Universitário Folha), com uma nova distribuição da pontuação e a inclusão dos resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) como componente do indicador de ensino. No ranking de medicina deste ano, a USP segue como a instituição pública mais bem colocada. Entre as privadas, o Einstein (Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein) assume o primeiro lugar. Aplicado pela primeira vez em 2025, o Enamed substituiu, para os cursos de medicina, o Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). A inclusão do exame no RUF aumenta de 8 para 12 pontos o peso do desempenho dos concluintes na nota do indicador de ensino. Criado pelo MEC (Ministério da Educação), o exame é aplicado aos concluintes dos cursos de medicina. Além de avaliar a formação médica, o resultado pode ser utilizado pelos participantes no Enare (Exame Nacional de Residência), processo seletivo para programas de residência médica. Para o cálculo, o RUF considera o percentual de concluintes de cada instituição que alcançaram o padrão de proficiência estabelecido no Enamed. O percentual também é a base utilizada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) para classificar os cursos nas faixas de desempenho do exame. O ranking não utiliza diretamente essas faixas. Na primeira edição do Enamed, 107 dos 351 cursos avaliados, cerca de 30%, tiveram desempenho considerado insuficiente. Para ser considerado proficiente, o concluinte precisa obter pelo menos 60 pontos no exame. Um bom desempenho no exame, porém, não necessariamente se traduziu em uma melhor colocação no ranking de cursos de medicina. Para comparar os resultados com a edição anterior, é preciso considerar também a posição da instituição no componente de avaliação dos concluintes em relação às demais.O ranking também considera a titulação e o regime de trabalho dos docentes, a permanência dos estudantes e duas pesquisas Datafolha, uma com professores do ensino superior e outra com empregadores. Essa combinação de indicadores se reflete na posição do curso no ranking. Na UFV (Universidade Federal de Viçosa), por exemplo, o curso passou do 177º lugar no componente do Enade, em 2025, para o 2º no Enamed, mas caiu do 50º para o 159º lugar na classificação geral. A queda de posições está relacionada ao desempenho em outros componentes. A instituição, que havia pontuado na pesquisa Datafolha com professores do ensino superior em 2025, não recebeu menções dos entrevistados nessa pesquisa nesta edição e também caiu no indicador de mercado. Para Magnus Régios Dias da Silva, diretor da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp), o percentual de concluintes que alcançam o padrão de proficiência permite avaliar não apenas o desempenho dos estudantes, mas também o do curso na formação das competências esperadas. O resultado, afirma, pode ajudar os cursos a identificar áreas em que os estudantes tiveram desempenho insatisfatório e orientar esforços para melhorar a formação. Ele afirma, porém, que um único exame não consegue avaliar todas as dimensões da formação médica. "Só um exame não daria conta de toda essa dimensão", afirma, ao citar aspectos como o respeito às singularidades e aos grupos sociais, a defesa da cidadania e da dignidade humana e uma medicina centrada na pessoa, e não na doença. No RUF 2026, foram avaliados cursos de medicina oferecidos por 394 instituições. A classificação considera 100 pontos, distribuídos entre os indicadores de ensino (72) e mercado (28).

Original Source

Read the full article at Ruf →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.