Em termos vagos, Trump declara guerra econ�mica e amea�a pa�ses que ajudam Ir�

Em termos vagos, Trump declara guerra econ�mica e amea�a pa�ses que ajudam Ir�

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (19) que vai conduzir uma "guerra econômica sem precedentes" contra o Irã, e ameaçou, em termos vagos, países que "oferecem qualquer tipo de salvação" financeira ao regime persa. "Ninguém deu mais chances à República Islâmica do Irã de chegar a um acordo do que eu. Tragicamente para eles, eles não aproveitaram. Por isso, estou anunciando a operação econômica mais esmagadora jamais empreendida contra qualquer país", escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social. "Será guerra econômica e isolamento em um nível sem precedentes", prosseguiu o republicano. "A Marinha deles já era, a Força Aérea foi destruída, suas fábricas militares são escombros, a moeda deles não vale nada, e o país está por um fio", disse Trump. Na verdade, não há indicativos de que a economia iraniana esteja próxima de um colapso ou uma crise maior do que a que já havia antes da guerra, causada por anos de pesadas sanções dos EUA e da Europa. Além disso, apesar da destruição de seus navios e aviões de guerra, Teerã também continua capaz de ameaçar países vizinhos e navios que tentam atravessar o estreito de Hormuz com mísseis balísticos e drones. "Também declaro hoje que qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam salvação econômica ao Irã sofrerá imensas consequências econômicas", ameaçou o presidente americano. Não está claro se Trump se refere a aliados mais próximos do Irã, como a Rússia e a China, ou a parceiros comerciais da República Islâmica em geral, grupo que inclui o Brasil —que exporta, principalmente, milho e soja ao país persa— e também aliados dos EUA, como Turquia, Índia e Paquistão. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo "Tráfico de petróleo, swaps, transferências, casas de câmbio, empresas de facahda —tudo isso precisa parar agora", escreveu o republicano. "Vocês sabem quem vocês são. Será um Dia D econômico, e precisamos de todos os nossos aliados para ficar do lado dos Estados Unidos da América para isolar e derrotar a ameaça iraniana." Ao longo de todo o conflito, iniciado pelos EUA e Israel com um bombardeio massivo contra o Irã que matou o líder supremo à época, Ali Khamenei, Trump vem pedindo apoio de países aliados para tentar reabrir o estreito de Hormuz ou auxiliar nas operações navais na região. Neste domingo (16), por exemplo, o republicano retaliou contra a Coreia do Sul. Acusando Seul de se recusar a ajudar na "desnuclearização" do Irã, Trump reduziu um exercício militar conjunto programado para começar na segunda (17) e disse que a Coreia do Norte é um país inofensivo e respeitoso. Afirmou ainda ter excelente relação com o ditador norte-coreano, Kim Jong-un. O americano concluiu a postagem desta quarta sobre o Irã dizendo que "esses maníacos estão nas últimas". "Essas medidas históricas vão derrubá-los e acabar com sua capacidade de exportar terror para o mundo todo. O Irã jamais terá uma arma nuclear. Obrigado por sua atenção a esse assunto", finalizou. Trump, que não conseguiu obter sucesso no campo de batalha contra o Irã até aqui, está sob pressão da opinião pública americana, dos mercados de energia globais e de aliados no Oriente Médio para encontrar uma maneira de encerrar a guerra que começou em fevereiro deste ano.

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