Em gel, espuma ou l�quido: saiba como escolher o sabonete para o seu rosto

Em gel, espuma ou l�quido: saiba como escolher o sabonete para o seu rosto

A primeira etapa do skincare é essencial: lavar o rosto. A limpeza adequada da pele influencia a absorção dos produtos seguintes, como hidratantes, séruns e ácidos. Há cada vez mais opções de marcas e tipos de sabonetes faciais nas prateleiras, como cleansing oils e até espumas. Diante dessa variedade, como escolher o melhor para você? O primeiro passo, segundo dermatologistas, é identificar seu tipo de pele. A análise é feita por dermatologista, mas dá para observar sinais no dia a dia. Brilho excessivo, sobretudo na região central do rosto, poros aparentes e comedões indicam pele oleosa. A seca apresenta sensação de repuxamento, aspereza, descamação ou dermatites. A mista combina áreas oleosas na testa, nariz e queixo —também chamada de "zona T"— com regiões normais ou secas, sobretudo nas bochechas. A pele normal equilibra oleosidade e hidratação, sem desconfortos frequentes, explica a dermatologista Samara Kouzak, da clínica Derma Advance. O tipo e as condições da pele podem variar com a idade, alterações hormonais, clima, medicamentos utilizados e tratamentos dermatológicos em andamento, observa Kouzak. Em gel, barra, espuma ou líquido? Segundo a dermatologista, a principal diferença está na textura e nos agentes de limpeza. Não existe um sabonete melhor do que o outro, e a consistência varia com a preferência. As espumas são mais leves e aeradas, enquanto os géis apresentam consistência fluida ou gelatinosa, diz Kouzak. Os líquidos têm uma variedade maior, podendo ser fluido ou próximo de um gel. Sabonetes em barra são tradicionais e fazem mais espuma, mas costumam ter pH alcalino, o que causa irritação, afirma a dermatologista Alessandra Romiti, assessora do departamento de cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Todos têm a função de remover sujeira, oleosidade, suor, maquiagem e outras impurezas. Produzir mais espuma, porém, não significa necessariamente limpar melhor, observa Kouzak. Como escolher? As médicas orientam escolher pela composição e indicação do tipo de pele. Isso evita usar um produto incompatível, que diminua a oleosidade numa pessoa que já tenha pele seca, por exemplo, ou que tenha potencial de causar irritação numa pele sensível, diz Romiti. Prefira formulações com pH próximo ao fisiológico, em torno de 4,5 a 5,5, recomenda a dermatologista da SBD. Um pH alcalino pode comprometer temporariamente a função de barreira cutânea, favorecendo ressecamento e irritações, acrescenta Kouzak. Ela indica optar por sabonetes com agentes de limpeza suaves, como ingredientes naturais, que removam as impurezas sem comprometer excessivamente a barreira cutânea e sem dar aquela sensação de ressecamento ou de pele repuxada. Pessoas com pele seca ou sensível podem se beneficiar de formulações que contenham ingredientes hidratantes, como glicerina, e componentes que auxiliam na manutenção da barreira cutânea, como ceramidas, diz Kouzak. Quem tem pele oleosa ou acneica pode procurar produtos que promovam uma remoção eficiente da oleosidade, mas sem causar ressecamento excessivo –ingredientes como ácido salicílico e ácido glicólico podem ser úteis, afirma a dermatologista. O clima influencia o comportamento da pele e pode exigir adaptações na rotina de skincare, diz Kouzak. Não existe um sabonete específico para cada estação: deve-se observar como a pele se comporta e adaptar os cuidados conforme a necessidade, ela resume. No verão, o aumento da temperatura e da umidade favorece a produção do suor, o que piora a oleosidade. Sabonetes em gel ou espuma podem proporcionar uma sensação agradável de limpeza –desde que tenham formulações suaves. O frio e o clima seco do inverno favorecem o ressecamento e a sensibilização da pele. A dermatologista recomenda sabonetes suaves com ingredientes hidratantes, como cleansing oil (óleo de limpeza) e espuma. Na hora de lavar o rosto Você escolheu e começou a usar um sabonete facial, mas como saber se ele está realmente funcionando? Romiti orienta ficar de olho em duas coisas. Se a condição da pele está melhorando –a oleosidade é controlada, por exemplo–, ele é eficaz. Se causa alguma irritação, como sensação de repuxamento, descamação ou vermelhidão, é melhor trocar de produto. A sensação de pele repuxando não é sinal de limpeza eficiente, alerta Kouzak. "Pelo contrário, pode indicar que o produto está removendo excessivamente os lipídios naturais e prejudicando sua função de proteção", o que pode reduzir a tolerância a ativos de skincare, explica. Limpeza excessiva também pode comprometer a barreira cutânea, irritar e aumentar a perda de água da pele, dizem as dermatologistas. Lavar o rosto uma ou duas vezes por dia é suficiente. Outras orientações incluem evitar lavar o rosto com água quente e não usar com frequência sabonetes com ativos esfoliantes ou adstringentes intensos –uma a duas vezes por semana basta. Usar esponjas ou escovinhas pode aumentar a irritação da pele, acrescenta Romiti. A pele tem uma barreira protetora na superfície formada por lipídios essenciais e outros componentes que mantêm a hidratação e protegem contra as agressões externas, diz Kouzak. "Uma boa limpeza deve preservar esse equilíbrio, pois o objetivo é ter uma pele limpa e saudável, e não uma excessivamente desengordurada." Cuide-se Ciência, hábitos e prevenção numa newsletter para a sua saúde e bem-estar

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