As eleições estaduais podem ser definidas já no primeiro turno em ao menos 14 Unidades da Federação, apontam pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas nas últimas duas semanas. O quadro inclui eleições polarizadas entre dois candidatos, cenário que amplia a probabilidade de uma definição já no próximo domingo (4), e estados onde os candidatos abriram uma vantagem ampla sobre os adversários. O maior quadro de indefinição está no Nordeste. Em estados como Bahia, Ceará, Pernambuco e Alagoas, dois candidatos concentram a maior parte das intenções de voto, mas permanecem tecnicamente empatados. A região é considerada crucial para a eleição nacional, em uma dinâmica em que o presidente Lula (PT) atua como cabo eleitoral dos candidatos ao governo e líderes locais trabalham para ampliar a capilaridade do presidente, que projeta uma margem ampla de votos na região. Na última semana, Lula iniciou um périplo pela região, passando por Alagoas e Pernambuco. Nesta terça-feira (29), ele tem uma caminhada em Salvador e participa de um ato na orla da capital baiana. No estado, o candidato ao governo ACM Neto (União Brasil) tem evitado críticas ao presidente Lula, apostando em uma estratégia de voto cruzado. Ele tem 42% das intenções de voto, segundo a Quest, ante 40% do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que aposta na força do presidente para uma arrancada final. O cenário é semelhante no Ceará, onde o governador Elmano de Freitas (PT) reduziu a diferença nas pesquisas, chegando a 43% das intenções de voto no Datafolha. O cenário é de empate técnico com Ciro Gomes (PSDB), que tem 44% e tenta travar a ascensão do adversário com críticas ao governo. Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) polarizam a eleição em Pernambuco e indicam uma disputa voto a voto na última semana da campanha —a governadora tem 48%, ante 44% do ex-prefeito do Recife, segundo o Datafolha. A situação é semelhante na disputa entre JHC (PSDB) e Renan Filho (MDB) em Alagoas. O Piauí é o único estado brasileiro em que um candidato petista lidera com folga: o governador Rafael Fonteles tem 55% das intenções de voto, ante 25% de Joel Rodrigues, segundo o Datafolha. As eleições também podem acabar no primeiro turno no Maranhão, Paraíba e Sergipe. O estado da região com maior chance de segundo turno é o Rio Grande do Norte, onde Allyson Bezerra (União Brasil) ignorou a polarização nacional e chegou a 39% das intenções de voto na Quaest. Ele enfrenta o petista Cadu de Lula, que tem 21%, e o bolsonarista Álvaro Dias, com 18%. Nas demais regiões, candidatos da direita que disputam a reeleição abriram uma dianteira em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. No maior colégio eleitoral do país, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 50% das intenções de voto, ante 30% de Fernando Haddad (PT), segundo o Datafolha. Também lideram com folga os governadores Jorginho Mello (PL), que aparece com 54% na Quaest em Santa Catarina, e Eduardo Riedel (PP), com 51% em Mato Grosso do Sul, segundo o mesmo instituto. Entre os candidatos de oposição, lideram com margem ampla Arthur Henrique (PL), em Roraima, e Dr. Furlan (PSD), no Amapá. Ambos eram prefeitos das respectivas capitais dos estados e renunciam para concorrer ao governo. Outros 12 estados, além do Distrito Federal, aparecem com maior possibilidade de encerrar a disputa no segundo turno, incluindo grandes colégios eleitorais como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. No Rio de Janeiro, o deputado estadual Douglas Ruas (PL) chegou a 30% no Datafolha e estreitou a diferença para o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, que tem 43% das intenções de voto, segundo o Datafolha. O senador Sergio Moro lidera no Paraná com 36% na Quaest. Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT) estão empatados com 20%, em uma disputa direta de quem vai ao segundo turno. Em Minas, o senador Cleitinho (Republicanos) lidera com 40%, seguido do deputado Patrus Ananias (PT), com 15%, e do ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), segundo o Datafolha. O pelotão seguinte aparece embolado com nomes como Mateus Simões (PSD), Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB). Aliado do presidenciável Romeu Zema (Novo), Mateus Simões assumiu o governo mineiro em abril, mas segue com dificuldade nas pesquisas. Com 5% das intenções de voto, ele é o único governador que disputa a reeleição e não está em primeiro ou segundo na disputa. Onze governadores em exercício assumiram o governo este ano, após renúncia ou cassação dos titulares. Dez disputam a reeleição, sendo que seis lideram as pesquisas em seus estados. Além de Simões em Minas Gerais, aparecem atrás nas pesquisas Roberto Cidade (União Brasil), no Amazonas, Hana Ghassan (MDB), no Pará, e Soldado Sampaio (Republicanos), em Roraima. Nos dois últimos, a disputa polarizada aumenta as chances de desfecho no primeiro turno. Lideram isolados Lucas Ribeiro (PP), na Paraíba, Celina Leão (PP), no Distrito Federal, Mailza Assis (PP), no Acre, e Daniel Vilela (MDB), em Goiás. Em Mato Grosso e no Espírito Santo, Otaviano Pivetta (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) lideram numericamente, mas em empate técnico com os adversários.
Elei��es podem ser definidas no primeiro turno em ao menos 14 estados
Full Article
Original Source
Read the full article at Www1 →KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.