A revista britânica The Economist publicou uma reportagem na quarta-feira (21) na qual afirma que o segundo turno da eleição brasileira será provavelmente o mais acirrado desde a redemocratização do país. A reportagem questiona em seu título: "Será que Lula, agora um azarão, ainda tem um última carta na manga". O texto afirma que "nenhum candidato que perdeu o primeiro turno conseguiu, até hoje, vencer o segundo", mas que Lula "se recusa a ser derrotado", mesmo tendo ficado atrás de Flávio Bolsonaro (PL) na votação do primeiro turno. O senador aparece um ponto à frente do presidente nas intenções de voto para presidente no segundo turno, de acordo com o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil. "Será que ele consegue, agora, protagonizar uma reviravolta?", questiona a Economist. A revista afirma que, desde a derrota "desastrosa" no primeiro turno, Lula tomou "medidas drásticas", como apoiar a redução da maioridade penal para crimes graves, pressionar o Congresso para aprovar o fim da escala 6x1 e prometeu o perdão da dívida de pequenas empresas e transporte público gratuito nos finais de semana. Além disso, a revista lembra que o governo Lula reajustou o valor do Bolsa Família e proibiu as apostas esportivas.A Economist afirma que pesquisas de opinião sugerem que as medidas estão tendo algum efeito, mas ressalta que "os institutos de pesquisa no Brasil têm falhado repetidamente em captar com precisão o sentimento de direita, inclusive antes do primeiro turno, em 4 de outubro, quando as pesquisas apontavam Lula com vários pontos de vantagem". Segundo a revista, Flávio Bolsonaro está reagindo às medidas de Lula. "Ele acabou votando a favor da redução da jornada de trabalho, embora antes a tivesse criticado. Em um debate no dia 18 de outubro, ele alegou que a criminalidade havia disparado durante o terceiro mandato de Lula (na verdade, ela caiu). Dos quatro candidatos de direita eliminados no primeiro turno —que, somados, obtiveram 8% dos votos—, três declararam apoio a Bolsonaro." Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo A revista afirma que, apesar de as pesquisas mostrarem uma disputa acirrada, a consultoria especializada em previsões eleitorais Le Millénaire, baseada em Paris, estima em 82% a probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro. A Economist diz também que a campanha de Flávio Bolsonaro gastou mais do que a de Lula para impulsionar seu conteúdo online. "Antes do primeiro turno da eleição presidencial, a campanha de Bolsonaro gastou pelo menos US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) para impulsionar seu conteúdo online. A campanha de Lula gastou pouco menos de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões)s, embora tenha distribuído muitos adesivos com o seu rosto", diz a Economist. "Com apenas alguns dias de campanha restantes, a equipe de Lula deve esperar, ansiosamente, que os métodos tradicionais ainda se mostrem os melhores."
Economist questiona se Lula, 'agora azar�o', ainda tem 'uma �ltima carta na manga'
Full Article
Original Source
Read the full article at Www1 →KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.