Durigan promete resultados fiscais melhores, mas n�o fala em medidas ap�s reuni�o de Lula com economistas

Durigan promete resultados fiscais melhores, mas n�o fala em medidas ap�s reuni�o de Lula com economistas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltou a prometer resultados melhores nas contas públicas para os próximos anos, mas não falou sobre medidas concretas após a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da qual participou com outros economistas. "A reunião foi muito boa, bastante convergente em termos de diagnóstico e em caminhos para o futuro", falou o ministro aos jornalistas após a reunião. Ele citou que o governo buscará cumprir os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral, e mantendo também "o compromisso meu e do presidente com a sustentabilidade das contas públicas". As medidas, disse Durigan, serão discutidas somente na segunda quinzena de novembro, após o retorno de Lula ao Brasil de suas agendas internacionais no Oriente Médio e na Ásia. Conforme revelou a Folha, o governo estuda fazer uma alteração nas regras do arcabouço fiscal para prever uma redução permanente do limite de gastos quando for necessário congelar recursos do Orçamento. Aos jornalistas, Durigan se limitou a falar em "reforçar as regras vigentes hoje para a inclusão social e valorização das políticas de maneira sustentável". "Quem investe e quem produz não terá problemas em torno de previsibilidade e regras claras", afirmou o ministro. "O nosso compromisso é de seguir avançando e melhorando o resultado primário do país, que vai ser melhor a cada ano desses próximos quatro anos", falou o ministro. Para 2027, a meta de resultado primário é de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto, o equivalente a R$ 73,2 bilhões, mas o arcabouço fiscal permite uma variação negativa de até 0,25 ponto percentual do PIB para considerá-la cumprida. A Folha mostrou que a equipe também prepara uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para permitir buscar o centro da meta fiscal na hora de congelar recursos do Orçamento. Hoje, apesar de críticas do TCU (Tribunal de Contas da União), o governo alega que só pode mirar o limite inferior da meta, o que automaticamente resulta em menos recursos congelados e uma trajetória mais alta da dívida. Lula recebeu também o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad; o vice-presidente Geraldo Alckmin; o ministro do Planejamento, Bruno Moretti; o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante; a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck; o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho; e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Também participaram da reunião os economistas Laura Carvalho, professora da USP (Universidade de São Paulo), Eduardo Moreira, fundador do portal de notícias ICL, e Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento.

Original Source

Read the full article at Www1 →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.