Londres |Financial Times A Novo, dona do Ozempic e Wegovy, informou nesta segunda-feira (21) que reduziu seu quadro de funcionários em 13 mil pessoas no último ano, apesar de ter obtido 309 bilhões de coroas dinamarquesas (R$ 243,89 bilhões) em vendas em 2025. A informação foi divulgada quando o CEO da empresa, Mike Doustdar apresentou a investidores os seus planos para recuperar o desempenho da Novo, que enfrenta a concorrência da Eli Lilly, dona do Mounjaro. A farmacêutica dinamarquesa afirmou que espera lançar cinco novos medicamentos de "enorme sucesso comercial" até 2030 e expandir para novas áreas de tratamento. Doutsdar indicou que pretende alcançar vendas combinadas de 150 bilhões de coroas dinamarquesas (R$ 118,39 bilhões) com seu portfólio de medicamentos em desenvolvimento até 2035. Caneta emagrecedora com Ozempic, da Novo - Rubens Cavallari/Folhapress A fabricante do Ozempic e Wegovy ficou atrás da rival Eli Lilly no mercado bilionário de medicamentos contra a obesidade e vem reduzindo custos sob o comando de Doustdar. No ano passado, o grupo cortou 9.000 postos de trabalho —incluindo 5.000 na Dinamarca, seu país de origem— de um quadro total de 78,4 mil funcionários. Em sua apresentação aos investidores, a Novo afirmou que outras 4.000 pessoas deixaram a empresa ao longo do último ano. Um porta-voz disse que a maioria dessas saídas ocorreu por rotatividade natural e pela decisão da Novo de não preencher as vagas que ficaram abertas. As ações da Novo, que na semana passada deixou de usar "Nordisk" em seu nome no dia a dia, caíram até 7% na manhã desta segunda-feira, enquanto os investidores reagiam aos planos de recuperação de Doustdar.A Novo está sob pressão para ampliar seu portfólio de produtos em desenvolvimento e se proteger contra a perda de receita à medida que seus medicamentos para obesidade e diabetes à base de semaglutida perdem exclusividade em vários mercados. Doustdar afirmou que a Novo se tornaria "uma empresa maior e mais diversificada até 2035". Além de continuar ampliando seu portfólio de medicamentos para obesidade, diabetes e distúrbios sanguíneos, a empresa entrará em novas áreas terapêuticas, como saúde hepática e cardiovascular. O CEO da farmacêutica declarou que a Novo buscará acordos e aquisições para ampliar seu portfólio em desenvolvimento, embora a empresa vá "começar não pelo tamanho do negócio, mas pela qualidade do ativo". "Temos um portfólio em desenvolvimento praticamente incomparável... Onde houver uma lacuna, provavelmente podem esperar que sejamos mais ativos na busca por aquisições voltadas ao desenvolvimento de negócios", afirmou.Os investidores querem que a Novo recupere o terreno perdido para a rival Lilly, cujas injeções para emagrecimento Mounjaro vendem mais do que as injeções Wegovy, e resista à concorrência dos fabricantes de genéricos. A semaglutida, princípio ativo do Ozempic e Wegovy, perdeu a proteção de patentes na Índia, no Brasil, na Turquia e na China neste ano e deverá perder a exclusividade na Europa e nos Estados Unidos a partir do início da década de 2030. A Novo também sofreu uma série de reveses em testes clínicos nos últimos meses, incluindo o recente fracasso, em fase avançada, de um medicamento destinado a reduzir o risco de ataques cardíacos. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisõesNo entanto, a empresa ainda está à frente da Lilly nas vendas de comprimidos para emagrecimento e deve lançar o CagriSema, um medicamento de nova geração contra a obesidade, no próximo ano. Nesta segunda-feira, a Novo divulgou os resultados de um novo estudo do CagriSema em pacientes com diabetes, mostrando que uma dose de 1 mg do medicamento proporcionou perda média de peso de 12,4%, em comparação com 9,1% para 5 mg de tirzepatida, o principal ingrediente dos medicamentos para emagrecimento da Lilly. Martin Holst Lange, diretor científico da Novo, afirmou que sua divisão planeja levar até 15 estudos por ano à fase de testes clínicos em humanos, a partir do próximo ano.
Dona do Ozempic demitiu 13 mil pessoas em 2025 e espera lan�ar cinco medicamentos at� 2030
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