O dólar está em alta nesta sexta-feira (31), enquanto os investidores acompanham a temporada de balanços corporativos e mantém no radar os indicadores econômicos divulgados nos Estados Unidos na véspera, que reforçaram as expectativas de que o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) possa adotar uma política monetária menos restritiva nos próximos meses. Às 11h19, a moeda norte-americana subia 0,45%, cotada a R$ 5,085. A Bolsa deveria ter começado as negociações às 10h, mas a B3 informou um atraso na abertura da negociação de ativos. Segundo a Bolsa, os ativos cambiais e os demais ativos permanecerão em leilão até que a dificuldade seja resolvida. A B3 informou que a retomada da negociação de todos os ativos e contratos está prevista para ocorrer a partir de 12h30. "Em decorrência do atraso no envio dos arquivos e na abertura da Câmara B3, previamente comunicados, excepcionalmente no pregão de Listados de hoje, postergaremos a abertura da negociação dos contratos Mini Índice (WIN) e Mini Dólar (WDO) e todos os demais ativos e contratos permanecerão em leilão até que tenhamos concluído a disponibilização dos arquivos da clearing para o mercado", informou a B3 em comunicado aos clientes. Em Wall Street, os principais índices operavam sem direção única nesta sexta, com os investidores repercutindo a temporada de balanços corporativos. Às 11h21, o S&P 500 avançava 0,11%, o Dow Jones caia 0,19% e o Nasdaq recuava 0,20%. Na véspera, o dia foi positivo para as Bolsas norte-americanas. O Dow Jones subiu 1,19%, o S&P 500 avançou 1,67% e o Nasdaq ganhou 2,78%. Segundo Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, o desempenho dos mercados tem sido impulsionado principalmente pelos resultados corporativos, em especial das empresas de tecnologia. O especialista destaca os balanços de Microsoft e Amazon, que foram impulsionados principalmente pelo segmento de computação em nuvem, diretamente ligado aos avanços em inteligência artificial. Para ele, o mercado voltou a demonstrar otimismo com o potencial de crescimento dessas empresas. "Aquele medo que vimos em outros momentos recentes em termos de inteligência artificial deu lugar novamente ao otimismo. É um pouco desse vai e vem que o mercado tem acompanhado", afirma. Segundo Yamashita, os investidores ainda aguardam os resultados de outras empresas relevantes para o setor de inteligência artificial, como a Nvidia. O mercado também seguirá atento aos próximos indicadores econômicos nos EUA, após a decisão de política monetária anunciada nesta semana. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Na última quarta (29), o Fed manteve a taxa de juros na faixa de 3,5% a 3,75% pela quinta reunião consecutiva. Em entrevista após a decisão, Kevin Warsh, presidente do Fed, voltou a defender a meta de inflação de 2% e admitiu desconforto com os preços ainda elevados nos EUA. "Não existe uma meta implícita mais branda. Existe apenas uma meta, e ela é de 2%", afirmou. Para Yamashita, a agenda de resultados corporativos acabou deixando em segundo plano o conflito no Oriente Médio, embora as tensões na região continuem sendo acompanhadas pelos investidores e sustentem a alta dos preços do petróleo. Às 11h25, o barril do Brent era negociado a US$ 88, com alta de 1,29%. Na última quinta-feira (30), após uma pausa de cinco dias, os Estados Unidos voltaram a bombardear diretamente o Irã. A ação foi uma retaliação pelo ataque de Teerã contra forças americanas na Jordânia, ocorrido na quarta (29). O presidente Donald Trump havia antecipado os ataques, assim como sua natureza, horas antes na Casa Branca. "Então agora é nossa vez", disse a repórteres. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, responsável pelo Oriente Médio, os alvos foram centros de comando e instalações de drones da Guarda Revolucionária. No Brasil, os investidores acompanham o cenário fiscal. A dívida bruta do país subiu mais do que o esperado em junho, quando o setor público consolidado registrou déficit primário acima das expectativas, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta. A dívida pública bruta como proporção do PIB (Produto Interno Bruto) fechou junho em 81,9%, ante 81% em maio. Já a dívida líquida do setor público passou de 67,9% para 68,5% do PIB. Para Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, os números das contas públicas reforçam a necessidade de cautela por parte dos investidores. "O próprio Banco Central já aponta uma trajetória ascendente para a dívida nos próximos anos. O governo gasta no presente, o mercado recalcula o futuro e o contribuinte descobre que sempre esteve na planilha", afirma. A especialista acrescenta que a queda de 0,77% do IPP (Índice de Preços ao Produtor) em junho, após recuo de 0,30% em maio, trouxe algum alívio para a formação de preços na indústria. Ainda assim, avalia que o debate sobre um corte de apenas 0,25 ponto percentual na Selic mostra que a desinflação, por si só, não elimina a necessidade de disciplina fiscal, especialmente diante da trajetória da dívida pública, da alta dos preços do petróleo e das incertezas eleitorais.
D�lar avan�a com balan�os e Fed no radar; B3 atrasa abertura dos neg�cios
Full Article
Original Source
Read the full article at Www1 →KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.