O dólar abriu perto da estabilidade nesta terça-feira (4), enquanto os investidores seguem à espera da decisão de política monetária do Copom (Comitê de Política Monetária, do BC (Banco Central), marcada para esta quarta-feira (5). Além disso, o mercado também acompanha as expectativas em torno de um possível acordo para reduzir as tensões no Oriente Médio. Às 9h16, a moeda norte-americana caía 0,09%, cotada a R$ 5,0832. Na segunda-feira (3), a divisa fechou em alta de 0,37%, cotada a R$ 5,087. Já o Ibovespa encerrou o pregão em estabilidade, aos 178 mil pontos. Na segunda-feira (3), o petróleo perdeu força após sinais de uma possível redução das tensões no Oriente Médio. Durante o fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país suspendeu novos ataques ao Irã em busca de um acordo rápido para interromper as ambições nucleares de Teerã e reabrir o estreito de Hormuz. Segundo Trump, o Irã e outros países da região solicitaram uma pausa nas ofensivas para concluir o acordo que levaria à reabertura "imediata, completa e total" do estreito e no "fim da ameaça nuclear iraniana". A declaração foi publicada na rede Truth Social após uma ligação com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, aliado dos EUA. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Nesta segunda, Trump afirmou ainda que "quer dar ao Irã todas as últimas chances antes da decapitação", após dizer que o regime do país envia sinais dúbios e precisa escolher entre um acordo ou a "rendição total". Horas depois, o presidente americano disse que as negociações "estão ocorrendo" e defendeu que "esta é a última chance de eles assinarem um bom documento" de acordo. "Tomara que o Irã caia em si", afirmou. As declarações ocorreram após Teerã afirmar, nesta segunda, que não há negociações em andamento com Washington, contradizendo as falas de Trump durante o fim de semana. Além da possível evolução das negociações para um acordo sobre o conflito, o mercado americano deve acompanhar de perto, nos próximos dias, a divulgação de dados sobre o mercado de trabalho dos EUA. Além disso, a semana também será marcada por alguns balanços, com resultados da SpaceX, da Eli Lilly (fabricante do Mounjaro), além de outras grandes empresas dos setores de consumo, industrial e farmacêutico. Na agenda doméstica, um dos destaques da segunda foi a divulgação do novo boletim Focus. Pela primeira vez desde março, os economistas reduziram a projeção para a taxa básica de juros ao fim deste ano. Agora, a expectativa é de que a Selic encerre 2026 em 13,75%, uma queda de 0,25 ponto percentual em relação ao levantamento da semana passada. Além disso, a projeção para a inflação em 2026 recuou de 5,12% para 5,03%. A projeção para o PIB de 2026 permaneceu em 1,99%, enquanto a estimativa para 2027 foi revisada de 1,60% para 1,57%. Com a reunião do Copom marcada para esta quarta-feira, especialista avaliam que a revisão da projeção para a Selic no Focus reforça a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa, embora acompanhado de um discurso ainda cauteloso diante do cenário fiscal e eleitoral.
D�lar abre perto da estabilidade com investidores de olho em reuni�o do Copom
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