D�lar abre oscilando com mercado de olho em dados de atividade e infla��o no Brasil

D�lar abre oscilando com mercado de olho em dados de atividade e infla��o no Brasil

O dólar abriu oscilando nesta segunda-feira (17), com queda de 0,07%, a R$ 5,216. Nesta manhã, investidores monitoram os dados da economia brasileira divulgados pelo IBC-Br, indicador do BC (Banco Central) considerado uma prévia do PIB. Os dados mostraram que a economia brasileira encerrou o segundo trimestre com leve crescimento, apesar da retração em junho. André Valério, economista sênior do Inter, afirma que a queda de 0,6% do IBC-Br em junho foi pior que a esperada. "Com isso, o índice do Banco Central sugere que o PIB avançou 0,2% no 2º trimestre de 2026, na comparação com o 1º trimestre deste ano. Nossa expectativa é que o PIB tenha variado 0,5% no 2º trimestre, acima do implícito pelo IBC, mas marcando uma notável desaceleração frente ao primeiro trimestre", diz. Valério afirma que o dado de junho confirma a trajetória de moderação da atividade e uma economia mais dependente do setor externo, principalmente do agronegócio e da exploração de petróleo. "O IBC implica que, sem o agro, a economia brasileira teria contraído 0,9% em junho", afirma. Entre os destaques, o varejo ampliado, que inclui as atividades do varejo restrito e setores como veículos, materiais de construção e atacarejo, e é uma das pesquisas utilizadas na análise da atividade econômica, contraiu 0,95% no segundo trimestre, indicando que as condições financeiras mais adversas têm sido um entrave para a dinâmica da atividade. "Assim, esperamos a continuidade da desaceleração da economia, com o PIB variando 1,8% em 2026, o que, na nossa visão, permitirá o Copom a manter o ciclo de calibração da Selic, encerrando o ano a 13,25%", diz o especialista Na sexta-feira (14), o dólar fechou em alta de 0,57%, a R$ 5,220, maior nível desde 19 de fevereiro. Enquanto o Ibovespa registrou queda de 0,09%, aos 166.934 pontos, menor nível desde 20 de janeiro, quando fechou aos 166.276 pontos. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Ainda nesta segunda-feira, o mercado repercute também os dados do IGP-10 (Índice Geral de Preços-10), que traz uma prévia da inflação de agosto. O indicador registrou queda de 0,51% no mês, após recuar 1,13% em julho, contrariando a expectativa de uma leve alta. O resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços da energia. Com isso, o IGP-10 acumula alta de 2% em 12 meses, segundo dados da FGV (Fundação Getulio Vargas). Entre os componentes do índice, o IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que acompanha os preços no atacado e tem o maior peso no indicador, caiu 0,69% em agosto, após recuo de 1,76% no mês anterior. Já o IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor) registrou queda de 0,47%, ante alta de 0,23% em julho. O INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,65%, repetindo a taxa do mês anterior. No Boletim Focus desta semana, analistas consultados pelo BC revisaram suas projeções para a economia brasileira em 2027, com expectativa de inflação mais alta e crescimento mais baixo. A projeção para a alta do IPCA no próximo ano subiu para 4,24%, ante 4,22% na semana anterior. Para este ano, a estimativa permaneceu em 5,02%. O centro da meta oficial de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Para o PIB, a estimativa de crescimento em 2027 caiu pela quarta semana seguida, de 1,52% para 1,50%. Para 2026, os analistas mantiveram a projeção de expansão em 1,98%. Não houve alterações nas projeções para a taxa básica de juros. A expectativa é de Selic a 13,75% no fim deste ano e a 12% no próximo. Atualmente, a taxa está em 14%, e o Focus aponta para um corte de 0,25 ponto percentual em setembro Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, afirma que o mercado internacional começa a semana de olho nos dados da Ásia, especialmente no PIB do segundo trimestre do Japão e nos números de produção industrial e vendas no varejo da China. Os indicadores podem dar sinais sobre o ritmo da segunda maior economia do mundo e seus efeitos sobre a demanda por commodities. "Paralelamente, as tensões geopolíticas no Oriente Médio, com as negociações da guerra entre Estados Unidos e Irã estagnadas, sustentam a alta do petróleo no mercado eletrônico, pressionando as expectativas de inflação global e reforçando o cenário de cautela dos investidores", afirma. Às 10h07 desta segunda-feira, o barril do petróleo Brent era negociado a US$ 89, com alta de 0,93%. Segundo Araújo, o principal destaque da agenda externa nesta semana será a ata da reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), que será divulgada na quarta-feira (19). O documento deve ser acompanhado em busca de sinais sobre os próximos passos dos juros americanos. Os balanços de grandes varejistas, como Home Depot e Walmart, também podem trazer pistas sobre o comportamento do consumo nos Estados Unidos. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, abriu em queda de 0,23%.

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