D�lar abre em queda com petr�leo e dados econ�micos dos EUA no radar

D�lar abre em queda com petr�leo e dados econ�micos dos EUA no radar

O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (30), em sessão marcada pela atenção dos investidores ao exterior, onde os preços do petróleo e dados de inflação dos Estados Unidos estão no foco, e ao cenário eleitoral brasileiro. O pregão também é marcado pela formação da Ptax, taxa de referência para contratos futuros da moeda americana. A definição da taxa costuma aumentar a volatilidade do dólar ao longo do dia. Por volta das 9h35, a moeda americana recuava 0,88%, a R$ 5,171. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante outras seis principais divisas, caía 0,17%. Na agenda do dia, o destaque é a divulgação do PCE (índice de preços dos gastos com consumo pessoal), indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve para sua meta de 2%. Os dados do índice costumam influenciar as projeções para os juros da economia americana. A mediana das estimativas de analistas consultados pela Bloomberg é de alta de 3,7% do índice em 12 meses. O petróleo também permanece no radar. Os preços da commodity têm sido pressionados pelas incertezas envolvendo a guerra no Oriente Médio e se mantêm em patamares acima de US$ 100. Nesta quarta, não é diferente: o barril do Brent avançava para US$ 102,97 por volta das 9h30. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Na véspera, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,17%, cotado a R$ 5,216, nesta terça-feira (29), em um dia marcado pela divulgação de novos dados do mercado de trabalho brasileiro e pelas expectativas para o primeiro turno das eleições, que acontece no próximo domingo (4). Entre os destaques do pregão esteve a nova pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada pela manhã, que mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47,7% das intenções de voto no segundo turno da disputa pelo Planalto, contra 47,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois aparecem tecnicamente empatados. No levantamento anterior, Flávio tinha 47,4%, enquanto Lula somava 47,7%. O Ibovespa fechou em alta em alta de 0,45%, aos 183.827 pontos, apesar da pressão sobre as ações da CSN, que recuaram 9,84%, a R$ 5,40. O movimento ocorreu após a CSN Mineração reduzir suas projeções para o ano. A Vale, uma das empres de maior peso no índice, também acompanhou a queda e recuou 2,71%, a R$ 69,61.Entre as maiores altas, estiveram Azzas, que avançou 10,5%, Fleury, com alta de 2,75%, e Banco do Brasil, que subiu 2,55%. Marcos Praça, diretor de análises da ZERO Markets Brasil, diz que a alta do mercado acionário brasileiro ocorreu apesar do cenário mais adverso no exterior. As taxas dos Treasuries voltaram a subir e pressionaram Wall Street. O rendimento do título americano de 30 anos chegou a 5,623%, maior nível desde junho de 2002, aumentando a cautela com ativos de risco e reforçando as expectativas de manutenção de uma política monetária restritiva nos Estados Unidos. No Brasil, Praça destaca a queda dos juros futuros, principalmente nos vencimentos intermediários. O movimento ganhou força após o Governo Central registrar déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto, resultado melhor que a mediana de R$ 16 bilhões negativos indicada pelo Prisma Fiscal e inferior ao déficit de R$ 15,5 bilhões registrado no mesmo mês de 2025. A queda do petróleo também contribuiu para aliviar a percepção de pressão inflacionária, segundo o analista. Às 17h20, o petróleo Brent registrava queda de 2,75%, cotado a US$ 102 o barril. No mesmo horário, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,565%, com queda de 0,09 ponto percentual. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,980%, com alta de 0,06 ponto percentual. Os investidores também repercutiram os novos dados de atividade e mercado de trabalho do país. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a taxa de desemprego recuou para 5,3% no trimestre móvel até agosto, ante 5,6% nos três meses encerrados em maio. O resultado é o menor para o período até agosto desde o início da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), em 2012. Para Leonardo Brito, economista da Olimpo Investimentos, o resultado mostra um mercado de trabalho ainda resiliente. Segundo ele, o dado é relevante para o BC (Banco Central) porque uma economia com mercado de trabalho aquecido tende a sustentar o consumo e a demanda, dificultando uma convergência mais rápida da inflação. Na tarde desta terça, também foram divulgados os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O Brasil abriu 165.827 vagas formais de trabalho em agosto, o melhor resultado em cinco meses, segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Na avaliação de Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, o saldo positivo nos cinco grandes grupamentos de atividade mostra que a criação de vagas foi disseminada pela economia. Os dados do Caged foram divulgados no mesmo dia em que a Pnad Contínua mostrou a taxa de desemprego na mínima da série histórica para o trimestre até agosto. Para Kayo, os dois indicadores reforçam o quadro de um mercado de trabalho aquecido, inclusive no emprego formal. "Isso importa para os juros porque a inflação alta hoje tem duas origens. Uma é o choque de oferta ligado ao petróleo, que o Banco Central pouco pode fazer para conter. A outra é de demanda e aparece principalmente na inflação de serviços, que responde de perto ao emprego e à renda", afirma. Kayo chama atenção para o fato de o mercado de trabalho aquecido coexistir com uma atividade econômica que vem perdendo força desde o segundo trimestre. Segundo ele, o descompasso não é incomum porque o mercado de trabalho costuma reagir com atraso aos ciclos econômicos, com as empresas primeiro reduzindo contratações e só depois partindo para demissões. Em Wall Street, as Bolsas fecharam em queda. O Dow Jones recuou 0,26%, enquanto o S&P 500 caiu 0,17% e o Nasdaq teve baixa de 0,09%. Fernando Saad Benati, estrategista global da Avenue, destacou entre os acontecimentos do mercado externo o encontro de Trump com CEOs de empresas ligadas à inteligência artificial, como Meta, Google, Nvidia, Anthropic e OpenAI, para discutir a regulação da tecnologia. Após o encontro, Trump afirmou ter assinado um documento relacionado à inteligência artificial com os executivos. Segundo o presidente americano, a reunião foi "muito boa" e "muito produtiva, extremamente cordial". O índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, fechou em alta de 0,23%.

Original Source

Read the full article at Www1 →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.