A Abrelivros, associação que representa os editores de livros didáticos e produtos educacionais, divulga seu anuário de balanço na sexta (4), dia de abertura da Bienal do Livro de São Paulo. Como diz o título do artigo assinado pelo presidente da entidade, Ângelo Xavier, o ano foi de "copo meio cheio e meio vazio" para o Programa Nacional do Livro e do Material Didático do Ministério da Educação. Se o documento celebra números como os 127 milhões de livros didáticos distribuídos em 2025, Xavier também aponta que "os dois últimos anos têm sido extremamente difíceis" para o PNLD. O editor da Moderna afirma que o processo de execução pelo governo "não vem ocorrendo na velocidade e com a previsibilidade necessárias" e lamenta o que chama de "sofrimento orçamentário" do programa. "Se não há recursos para comprar material didático para todos os alunos, como começa a acontecer, isso pode afetar seriamente um programa de tamanha relevância social como é o PNLD, trazendo prejuízo pedagógico para os estudantes." Para os anos finais do ensino fundamental, lembra ele, só foram feitas reposições de livros de língua portuguesa e matemática. "As negociações no ensino médio foram especialmente duras, o que exigiu um sacrifício grande das editoras." Em entrevista à coluna, Xavier reforça as impressões do documento e diz estar preocupado com os programas de livros literários para o ano letivo de 2027. Também afirma ter ouvido sinalizações de que não haverá reposição de livros didáticos do ensino médio no próximo ano, como previsto. Tudo a Ler Receba no seu email uma seleção com lançamentos, clássicos e curiosidades literárias Procurado, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, responsável pelo programa no MEC, afirma que a Lei Orçamentária Anual para o ano que vem ainda não foi aprovada e, por isso, "o planejamento das aquisições para atendimento do ano letivo de 2027 ainda está em consolidação". O fundo do governo afirma que "não há uma definição final" para a reposição de livros do ensino médio e que os cronogramas dos materiais literários vêm sendo acompanhados. "O MEC e o FNDE também vêm adotando medidas para aprimorar os processos de aquisição e distribuição", diz a entidade. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Distribui��o de livros did�ticos em escolas ainda preocupa associa��o do setor
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