O deputado alemão Jens Spahn acaba de anunciar que ele e o marido tiveram um bebê por barriga de aluguel nos Estados Unidos. Só que detalhe: a barriga de aluguel é proibida na Alemanha, e o partido dele, a CDU, é fortemente contra a legalização. No passado, ele mesmo fez posicionamentos contra a prática. Em 2015, Spahn chegou a dizer que, como um homem gay e cristão, seria difícil se acostumar com a ideia de um "útero alugado". Depois, quando foi ministro da Saúde de Angela Merkel, ele atuou para reforçar a proibição. Agora, o deputado está sendo muito criticado por partidários e opositores. Eles estão acusando Spahn de "incoerência", "hipocrisia" e "privilégio". Já que ele foi para o exterior para ter acesso a uma prática cara e que é proibida por lei aos alemães. O deputado é do mesmo partido do chanceler federal Friedrich Merz e era líder da bancada conservadora no Parlamento alemão. Mas, diante do desgaste, e a pedido de Merz, ele renunciou à liderança. Em nota, ele escreveu: "Nos últimos dias, percebi que minha felicidade pessoal em começar uma família com meu marido e me tornar pai é incompatível com o meu cargo político." Na Alemanha, a prática da barriga de aluguel é ilegal desde 1991. Mesmo em modelos solidários, quando não há dinheiro envolvido. Críticos afirmam que a prática pode explorar o corpo das mulheres e sua situação financeira. Já defensores dizem que se trata de liberdade reprodutiva e argumentam que as proibições apenas empurram o procedimento para outros países. Abs,
Deputado alem�o renuncia ap�s ser criticado por recorrer a barriga de aluguel nos EUA
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