Defensoria apura poss�veis falhas no transporte gratuito ap�s alta absten��o em zonas pobres e rurais

Defensoria apura poss�veis falhas no transporte gratuito ap�s alta absten��o em zonas pobres e rurais

A DPU (Defensoria Pública da União) apura possíveis falhas no transporte público gratuito e dificuldades de acesso aos locais de votação após índices elevados de abstenção no primeiro turno das eleições de 2026. A instituição enviou mais de 3.700 ofícios a 14 estados e ao Distrito Federal para cobrar providências para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. No Ceará, a DPU acionou 29 municípios após identificar locais de votação com abstenção superior a 30%, enquanto a média estadual foi de 15,52%. Os maiores índices de ausência foram registrados em escolas localizadas em zonas rurais ou distantes do centro da cidade. A Defensoria solicitou informações sobre a oferta do serviço e recomendou reforço da frota e dos horários, além de maior divulgação das informações sobre o transporte. No Rio de Janeiro, a instituição questiona mudanças nos locais de votação que atingiram cerca de 670 mil eleitores. Segundo levantamento citado pela DPU, 277 locais foram alterados em relação a 2024. Nas nove zonas eleitorais afetadas pelo rezoneamento, foi registrada abstenção média de 25,83% no primeiro turno, acima dos 21,08% nacionais e dos 23,3% estaduais. No Complexo da Maré, moradores relataram dificuldades para votar fora de seu território, com deslocamentos de até cerca de quatro quilômetros entre a residência e o novo local de votação. A DPU também questiona a divulgação das mudanças, que teria ocorrido principalmente por avisos afixados nos antigos locais de votação, sem comunicação individual aos eleitores. O órgão pediu esclarecimentos ao TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) e enviou ofícios aos 92 municípios fluminenses para cobrar a oferta de transporte gratuito no segundo turno. Na Bahia, a Defensoria apura relatos de falta de ônibus e demora no atendimento em distritos de Feira de Santana. Segundo notícias da imprensa local, eleitores enfrentaram filas de aproximadamente duas horas e dificuldades para chegar às urnas. No distrito de Maria Quitéria, a abstenção na Escola Municipal José Tavares Carneiro passou de 16,8% em 2022 para 21,8% em 2026. A DPU enviou pedidos de informação à prefeitura, à agência estadual de regulação dos transportes e aos cartórios eleitorais do município. O órgão ainda apura abstenções em Minas Gerais, na Paraíba e em locais com expressivas populações vulneráveis, como indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais que vivem em áreas rurais ou de difícil acesso. Além de cobrar transporte coletivo gratuito, previsto para o dia da votação, a Defensoria busca garantir ampla divulgação de eventuais mudanças nos locais de votação. com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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