Brasília O ex-banqueiro Daniel Vorcaro negou, por meio de nota divulgada nesta terça-feira (13), explorar mulheres sexualmente. No mesmo texto, o ex-dono do Banco Master diz não reconhecer mensagens que o ligam a uma rede de prostituição e estar aberto a colaborar com a Justiça. "Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole. Na verdade, a falsa narrativa criada é exatamente o oposto do que sou, o que pode ser confirmado por qualquer mulher que me conheceu ou com quem me relacionei", afirmou. O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro - Reprodução - 28.ago.26 Nesta terça, reportagem publicada pelo UOL revelou mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro que apontam seu suposto envolvimento no gerenciamento de uma rede de prostituição com mulheres estrangeiras. Por meio de nota assinada por ele próprio, Vorcaro negou as acusações e classificou o vazamento de conversas como uma manipulação criminosa de conteúdos fora de contexto. "É absurdo ver frases pinçadas, conversas, áudios e prints descontextualizados falarem por mim, enquanto permaneço preso e sem o direito de falar oficialmente. Além de expor indevidamente minha intimidade e violar minha privacidade, esses vazamentos colocam em risco a segurança da minha família e apresentam à sociedade uma história enviesada, sujeita ao uso político e à manipulação da opinião pública", disse. Sem citar diretamente uma tentativa de delação premiada, Vorcaro afirma ter a intenção de colaborar com as investigações. Ainda de acordo com ele, a manipulação de mensagens privadas obtidas de forma ilícita ofusca problemas reais e será "objeto de responsabilização cível e criminal no seu devido tempo". "Reitero que quero falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados e todas as minhas relações. Sei da importância desses esclarecimentos e quero prestá-los com responsabilidade, pelas vias adequadas e com respeito ao devido processo legal." Segundo a reportagem do UOL, Vorcaro estruturou e financiou, como sócio oculto, uma rede de prostituição internacional a partir de 2023. Os valores alocados no negócio somam ao menos R$ 4,3 milhões, e a rede contava com intermediários, recrutamento ativo de mulheres estrangeiras e uma casa noturna em São Paulo. Vorcaro selecionava mulheres de diferentes nacionalidades, dava ordens sobre a operação e participava das decisões de contratação. As conversas mencionam russas, ucranianas, venezuelanas, argentinas e polonesas. Há uma investigação preliminar da Polícia Federal que apura suspeitas de crimes relacionados à exploração sexual por parte de Daniel Vorcaro. A PF pretende pedir a abertura de um inquérito sobre o tema. Ainda em maio, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) formalizou um pedido de investigação ao MPF (Ministério Público Federal) sobre orgias e crimes sexuais. Ela pede, na notícia-crime, a apuração de possíveis práticas de exploração sexual e tráfico internacional de mulheres relacionadas às investigações do escândalo financeiro. Reportagem da Folha mostrou que o ex-banqueiro realizou festas com a presença de mulheres trazidas do exterior. Nos eventos de Vorcaro havia modelos de países como Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela. A importância desses encontros para Vorcaro e a razão da presença dessas mulheres foram explicitadas por ele à então noiva, Martha Graeff, durante uma discussão. Graeff estava indignada porque ele mantinha contato na rede social com mulheres que ela considerava "putas". "Fazia parte do meu 'business'. Nunca te escondi o que fiz, e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo", escreveu Vorcaro, em uma troca de mensagens datada de 18 de agosto de 2025, levantada pelas investigações em um dos celulares do ex-banqueiro. A Folha também mostrou que Vorcaro organizou infraestrutura, equipe e logística para que seus encontros pudessem ocorrer em dias úteis à margem de eventos oficiais no Brasil e no exterior, já que seu público-alvo eram políticos e outras autoridades que precisavam retornar às suas bases e famílias nos fins de semana. Entre os documentos levantados pelas investigações da Polícia Federal sobre o caso Master aparecem orçamentos que mostram gastos com passagens para os participantes. Um exemplo disso foi uma festa de Halloween realizada em 2023, que envolveu uma complexa logística para trazer ao Brasil modelos e DJs famosos, incluindo transfers em Verona, na Itália, Barcelona, na Espanha, e Santa Bárbara, nos EUA.
Daniel Vorcaro nega explora��o de mulheres ap�s reportagem revelar poss�vel rede de prostitui��o
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