A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) determinou o adiamento por 30 dias da assembleia da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) que decidiria a incorporação da companhia pela Sabesp, marcada para esta quinta-feira (30). A decisão atende a um pedido de uma acionista minoritária que questiona a quantidade de informações disponibilizadas aos investidores para avaliar a operação. Segundo fato relevante divulgado pela Emae, o colegiado da CVM entendeu que a assembleia só poderá ser realizada após a divulgação de informações adicionais sobre os fundamentos econômico-financeiros da relação de troca das ações e sobre eventuais interesses da Sabesp na operação. A nova data da reunião ainda será anunciada. A Emae afirmou que discorda da decisão e sustenta que a documentação já disponibilizada atende às exigências da regulamentação, mas informou que cumprirá a determinação da CVM e convocará uma nova assembleia após complementar as informações solicitadas. "A companhia esclarece que ainda não teve acesso ao inteiro teor dos votos dos Diretores e do Presidente da CVM ou da manifestação da área técnica, mas reforça o seu entendimento, em conjunto com os seus assessores jurídicos, de que os documentos disponibilizados na convocação contemplam todas as informações exigidas pela regulação e necessárias para o exercício do voto de modo informado", disse a Emae. Desde abril, a Sabesp tenta fechar o capital da Emae. A companhia de saneamento detém atualmente 98% das ações ordinárias da empresa, equivalentes a 79,7% do capital total. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. A contestação foi apresentada por uma acionista minoritária que é dona de cerca de 10% das ações preferenciais, sem direito a voto, da Emae (6,04% do capital total). Os minoritários afirmam que não tiveram acesso a documentos suficientes para avaliar a incorporação e questionam, principalmente, a relação de troca das ações. No mês passado, a Sabesp encerrou sem sucesso a OPA (oferta pública de aquisição) lançada para comprar os papéis remanescentes da Emae, oferecendo R$ 61,83 por ação. Diante da baixa adesão, a empresa passou a buscar a incorporação das ações. Nesse modelo, caso a operação seja aprovada em assembleia, os acionistas dissidentes poderão exercer o direito de recesso e receber R$ 16,79 por ação, valor correspondente ao patrimônio líquido contábil da Emae em 31 de março, segundo a Sabesp.
CVM adia assembleia da Emae que decidiria incorpora��o pela Sabesp
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