Criminoso havia feito roubos em s�rie antes de atacar agente e filho na zona norte de SP, diz pol�cia

Criminoso havia feito roubos em s�rie antes de atacar agente e filho na zona norte de SP, diz pol�cia

O suspeito identificado como Gabriel Adriano Araújo, 24, havia feito roubos em sequência antes de abordar o policial civil do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), e matar o filho dele, de 10 anos, em troca de tiros na zona norte de São Paulo, conforme o boletim de ocorrência. Araújo, segundo o registro policial, por volta das 10h deste domingo (16) havia roubado alianças de quatro pessoas na rua Manoel de Sousa Azevedo e na rua Porto de Dom Rodrigo, na região da Freguesia do Ó. Com ele, foi encontrada uma mochila com sete alianças e aparelhos celulares. As vítimas souberam do ataque ao policial pela imprensa e identificaram o suspeito. Elas foram à delegacia e reconheceram suas alianças entre os itens roubados. O policial Vinicius Fofa Campos, 45, estava de folga, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), quando foi abordado pelo criminoso armado, na rua Padre Feliciano Domingues, na Freguesia do Ó. O criminoso agiu sozinho, de acordo com a Polícia Civil, e queria roubar a aliança do agente do Deic. Araújo já chegou com a arma em punho, apontando para o policial, que reagiu. Houve troca de tiros e o filho dele, Guilherme Souza de Campos, 10, que estava na garupa da moto, foi atingido na região do tórax. Guilherme chegou a ser levado ao Hospital Penteado, mas não resistiu. Pai e filho tinham saído de casa para comprar uma pipa, segundo a Polícia Civil. O suspeito baleado foi encaminhado para o Pronto-Socorro de Brasilândia, onde permaneceu internado sob escolta policial, mas morreu por volta das 19h. O velório do menino ocorreu entre 7h30 e 11h30, no Memorial Parque Jaraguá, na Vila Sulina, zona norte, onde também ocorreu o sepultamento. As aulas foram suspensas nesta segunda no Colégio Santa Lúcia Filippini, na Freguesia do Ó, onde o menino cursava o quinto ano do ensino fundamental. Em nota, a direção da escola decretou luto, lamentou a morte e disse que a criança foi vítima da "lamentável violência que assola a cidade de São Paulo". Alunos, pais e professores foram convidados a participar de uma corrente de orações para consolar os pais, familiares e amigos de Guilherme. A Polícia Civil também divulgou uma nota de pesar, dizendo que não existem palavras capazes de amenizar a morte. "Os policiais do Deic se unem em respeito, solidariedade e pesar", diz o comunicado.

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