As midterms, eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, movimentam o interesse dos americanos por temas como segurança pública, saúde e imigração. Na última semana, crime foi o assunto mais buscado relacionado a questões políticas no país, seguido por assistência médica, imigração, economia e conflito com o Irã, segundo dados do Google Trends. As buscas também indicam maior interesse por informações para participar da votação. As pesquisas por "register to vote" (cadastro para votar) estão mais altas neste ciclo de eleições de meio de mandato do que em qualquer outro período da série histórica do Trends. O Texas lidera as buscas pelo termo, seguido por Idaho, Arizona, Geórgia e Indiana. O voto não é obrigatório nos EUA, mas a participação eleitoral cresceu nas últimas décadas. Nas eleições de meio de mandato, a participação foi de 52,2% em 2022, abaixo dos 53,4% registrados em 2018, segundo o Departamento do Censo americano. Ainda assim, os dois pleitos tiveram índices superiores aos registrados em midterms anteriores, como a de 2014, quando 41,9% da população votou. A Vote.org, organização sem fins lucrativos que facilita o cadastro de eleitores, registrou 230,4 mil novos cadastros em sua plataforma no primeiro semestre de 2026, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2022. Foi o maior número para esse intervalo em um ano de midterms desde o início da série da organização. O pleito definirá a composição do Congresso americano. Todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado estarão em disputa. Também serão realizadas eleições para governador em 36 estados. Os resultados determinarão se o Partido Republicano, do presidente Donald Trump, manterá o controle das duas Casas ou se os democratas conquistarão espaço. Embora crime lidere as buscas recentes, a economia aparece como a principal preocupação dos americanos. Segundo levantamento do Pew Research Center realizado entre 28 de setembro e 4 de outubro, 84% dos eleitores registrados afirmam que a situação econômica é muito importante para sua decisão de voto. O percentual chega a 88% entre os que preferem candidatos democratas e a 82% entre os que apoiam republicanos. O custo de vida, os preços da gasolina, da alimentação, da moradia e dos serviços de saúde estão entre os fatores que pressionam o orçamento das famílias. A alta dos combustíveis ganhou força após os ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em fevereiro. Em 22 de outubro, a gasolina custava, em média, US$ 4,27 (aproximadamente R$ 23) por galão nos Estados Unidos, segundo a associação automobilística AAA, cerca de US$ 1,20 superior ao de um ano antes. A aprovação de Trump segue em patamar baixo às vésperas das eleições. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 26 de outubro mostrou que 32% dos americanos aprovam sua atuação como presidente, apenas um ponto percentual acima do recorde negativo de 31% registrado na semana anterior. A saúde é outro grande tema na disputa. Para 68% dos eleitores registrados, o assunto é muito importante para a decisão de voto, segundo o Pew Research Center. Entre os que preferem candidatos democratas, o percentual sobe para 82%. Entre os apoiadores dos republicanos, é de 53%. O tema envolve o custo dos planos de saúde e dos medicamentos, além do financiamento de programas públicos. No ano passado, subsídios ampliados do ACA (Affordable Care Act), conhecido como Obamacare, expiraram, elevando os valores pagos por milhões de americanos. O pacote tributário aprovado pelos republicanos também reduziu o financiamento federal do Medicaid, programa público de saúde voltado a pessoas de baixa renda e outros grupos elegíveis. A imigração, por sua vez, é considerada muito importante para o voto por 59% dos eleitores registrados. A questão tem maior peso entre os republicanos, com 72%, do que entre os democratas, com 53%. O governo Trump afirma ter reduzido drasticamente as detenções de migrantes na fronteira com o México. Ao mesmo tempo, operações de agentes federais de imigração e mortes em confrontos com autoridades ampliaram as críticas à política migratória, especialmente entre democratas.
Crime, sa�de e imigra��o s�o temas mais buscados antes das midterms nos EUA
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