Corregedoria prende tr�s policiais sob suspeita de extorquir motorista em Osasco, na Grande SP

Corregedoria prende tr�s policiais sob suspeita de extorquir motorista em Osasco, na Grande SP

A Corregedoria da Polícia Civil prendeu dois policiais civis e um policial militar da reserva sob suspeita de extorsão qualificada contra um motorista em Osasco, na Grande São Paulo. Conforme o boletim de ocorrência, na terça-feira (25) o motorista de 31 anos foi chamado via WhatsApp para retirar uma caixa lacrada na rua Sebastião Annunciatto, no Jardim Celeste, e entregar na passagem Ulmaza Miguel Miranda, no bairro Helena Maria, na mesma cidade, ao custo de R$ 800. Ele foi com a namorada fazer a entrega, usando um Hyundai i30, registrado no nome do irmão dele. Porém, ao chegar ao endereço, três homens o abordaram na rua e disseram "perdeu, perdeu, isso aqui é droga, põe algema nele". Ainda de acordo com o registro policial, eles pegaram o pacote, abriram e disseram que tinham tabletes de "massa", afirmaram que eram policiais civis e que o levariam para a delegacia. O motorista foi colocado no Renault Logan enquanto um dos homens assumiu a direção do Hyundai, onde estava a namorada dele, e foram levados ao 10° Distrito Policial de Osasco. A namorada ficou do lado de fora enquanto o motorista foi levado para uma sala. Ele afirmou que não sabia que havia drogas no pacote. Os policiais teriam exigido R$ 50 mil para resolver a situação. Depois, baixaram para R$ 30 mil. O motorista disse que não tinha dinheiro e que teria de vender o carro. Os policiais retiveram o veículo e liberam o casal para providenciar o dinheiro. Eles foram embora em um veículo de aplicativo. No dia seguinte, quarta-feira (26), ele passou a receber ameaças dos policiais via WhatsApp, com novas exigências de pagamento de valor em espécie, sob a ameaça de desaparecerem com o veículo retido.O motorista fez uma denúncia na Corregedoria da Polícia Civil, que acompanhou a negociação via WhatsApp e prendeu os três policiais em flagrante dentro do 10° DP de Osasco. Os dois policiais civis negaram as acusações. Um disse que foi ao local por ser um ponto conhecido de tráfico de drogas e que reteve o veículo apenas para comprovar quem era o dono. O outro disse que foi ao local em razão de denúncia de violência doméstica. O militar afirmou que foi à delegacia tratar do caso de roubo do celular da mulher dele e que apenas acompanhou os policiais civis na diligências. Todos negaram ter visto qualquer pacote ou drogas. Contudo, o delegado da Corregedoria afirmou que não existia operação alguma em curso, boletim de ocorrência ou qualquer ato oficial que justificasse a abordagem e a posterior retenção clandestina do automóvel. Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), o delegado representou ao Poder Judiciário pela conversão das prisões em flagrante para preventivas, além da quebra do sigilo de dados dos aparelhos celulares apreendidos, com o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer integralmente os fatos. "O policial militar foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes. A Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento correcional para apurar a conduta funcional dos policiais civis envolvidos", afirmou.

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