A vereadora da capital paulista Amanda Vettorazzo (União Brasil), coordenadora da campanha presidencial de Renan Santos (Missão), apresentou ao Senado uma denúncia por crime de responsabilidade contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Segundo a representação, o magistrado tomou decisões que tornaram facultativo o comparecimento de dirigentes da Hapvida à CPI dos Grandes Devedores da Câmara Municipal, prejudicando a investigação. A iniciativa da parlamentar se soma às críticas de Renan a ministros do STF, pedindo que alguns sejam cassados e até presos. A CPI apura a situação dos maiores devedores de tributos da cidade, a origem dos créditos tributários pendentes e as razões pelas quais valores expressivos permanecem sem ingresso nos cofres públicos. No caso da Hapvida, a comissão aponta a existência de R$ 2,4 bilhões em créditos tributários municipais. A empresa contesta a cobrança e cita controvérsias judiciais sobre o recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS). A CPI convocou Lucas Garrido, vice-presidente financeiro da Hapvida, mas em 5 de agosto Toffoli atendeu a pedido do executivo e tornou facultativo seu comparecimento. Garrido acabou não indo à sessão, nem a outras convocadas pela comissão, sempre com aval de Toffoli. Na representação, a vereadora afirma que as decisões do ministro impediram a CPI de ouvir dirigentes considerados relevantes para a apuração. "Uma coisa é reconhecer o direito ao silêncio. Outra é converter uma convocação parlamentar em ato cujo cumprimento dependa exclusivamente da vontade do convocado", afirma a denúncia. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Coordenadora de campanha de Renan Santos aciona Senado contra Dias Toffoli
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