O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, defendeu à coluna uma reforma do Judiciário e um debate sobre o papel da instituição após as eleições. Segundo ele, o Brasil voltou a sentir "os efeitos nefastos do ativismo judicial, com a politização do Judiciário e a judicialização da política". "Há muita tensão entre os Três Poderes. Temos que devolver a eles a liturgia, a discrição e o recato, evitar que os poderes exerçam competências que não foram constitucionalmente delegadas a eles", afirma. O advogado disse que parte das instituições foi "novamente capturada por interesses políticos e eleitorais" e defendeu que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, determine uma sindicância para apurar o suposto envolvimento de ministros da Corte com o banqueiro Daniel Vorcaro. "Fundamental que todas as acusações dirigidas aos ministros da Corte sejam rigorosamente apuradas", afirmou. Para Carvalho, a alegação de Vorcaro de que foi pressionado pela PF (Polícia Federal) a não delatar pode se tratar de uma "delação-vingança" para prejudicar o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues. O dono do Banco Master afirmou em depoimento ao gabinete do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça que, em sua opinião, a PF recusou sua proposta delação premiada três vezes porque ele poderia citar o nome do diretor-geral do órgão, Andrei Rodrigues.Ele também defendeu Rodrigues, citado nas supostas acusações, e afirmou que ele merece "o nosso reconhecimento, o nosso apoio e o nosso aplauso". Ele elogiou também a atuação do advogado-geral da União, Jorge Messias. "Ele tem trabalhado incansavelmente para reconciliar os poderes da República e sido vítima de muitas injustiças." O advogado ainda reforçou o pedido do ministro do STF Gilmar Mendes para que delegados e agentes da PF que atuam nos gabinetes de ministros do STF retornem à corporação. Para Carvalho, "a confusão entre os papéis que a Constituição Federal atribuiu aos Poderes e órgãos da República só agrava esta crise". "A mesma régua deve ser aplicada para Chico e para Francisco. Para os filhos do presidente Lula e para os filhos do Bolsonaro. Para os ministros do Supremo e para todo e qualquer cidadão", conclui.com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Coordenador do grupo Prerrogativas defende reforma do Judici�rio e volta do decoro entre os Poderes
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