A comissão especial da Câmara Municipal de São Paulo formada para analisar o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB), apresentado pela vereadora Amanda Paschoal (PSOL), fará sua primeira reunião nesta quinta-feira (29), às 16h30. O colegiado é composto pelos vereadores Rubinho Nunes (União Brasil), Major Palumbo (PP), Hélio Rodrigues (PT), Luana Alves (PSOL), Kenji Ito (Podemos), Sandra Santana (MDB) e Sandra Tadeu (PL). O pedido, que conta também com as assinaturas dos vereadores do PSOL Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista, foi lido em plenário nesta quarta-feira (28) e acusa Nunes de descumprir uma decisão da Justiça Eleitoral que determinava a circulação de 100% da frota operacional de ônibus no segundo turno das eleições. Dados da SPTrans mostram que a prefeitura disponibilizou 58,6% das partidas de ônibus previstas para o domingo de segundo turno (25) na capital paulista. Em nota à Folha, a gestão afirmou que a SPTrans aplicou mais de R$ 1 milhão em multas às empresas de ônibus que descumpriram a quantidade de viagens programadas. A representação também acusa o prefeito de pressionar servidores municipais a participar da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Na semana anterior ao segundo turno, parlamentares do PSOL acionaram o MPE (Ministério Público Eleitoral) para denunciar que Nunes teria reunido cerca de 300 funcionários comissionados e pedido que os presentes comparecessem à manifestação em favor de Flávio na avenida Paulista. A comissão terá dez dias para emitir um parecer sobre a admissibilidade da denúncia. Se três quintos dos vereadores aprovarem o prosseguimento, será formada uma Comissão Processante para apurar as acusações. Uma eventual cassação dependerá do voto de dois terços dos parlamentares. Movimentos sociais e estudantes marcaram três protestos contra Nunes nesta semana. O primeiro está marcado para esta quarta (28), às 18h, na frente da Prefeitura de São Paulo. Na sexta (30), haverá um ato na praça Roosevelt e no sábado (31), na praça Padre Manoel da Nóbrega. A Prefeitura alegou prazo curto para mobilizar veículos e equipes, já que afirma ter recebido a notificação judicial com menos de 12 horas de antecedência. A gestão Nunes afirmou ainda que atuou para viabilizar o atendimento. com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Comiss�o da C�mara analisa pedido de impeachment de Ricardo Nunes nesta quinta
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