Com vista para pr�dios hist�ricos do centro, Matiz � eleito o melhor rooftop de S�o Paulo

Com vista para pr�dios hist�ricos do centro, Matiz � eleito o melhor rooftop de S�o Paulo

Da pista de dança, os frequentadores admiram os prédios do centro de São Paulo que aparecem iluminados, compondo o cenário atrás do DJ, posicionado de forma estratégica próximo a uma janela ampla. O local é o bar Matiz, que se tornou um sucesso na noite paulistana e uma boa oportunidade para fotos e vídeos nas redes sociais. Não por acaso, o endereço foi vencedor na categoria rooftop n’O Melhor de São Paulo 2026. O bar fica no último andar de um prédio antigo no bairro da República e, na fachada, não há placa indicando o estabelecimento. No hall de entrada, um contraste: os clientes chegam a um espaço elegante, com piso de mármore e paredes revestidas de madeira, de onde são conduzidos ao elevador. Lá do alto, destacam-se na paisagem o histórico Edifício Viadutos, com seus 27 andares visíveis atrás do DJ, e o imponente Edifício Copan, próximo do terraço, em um ambiente aberto do outro lado do bar. Os dois são tombados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo. Outro destaque é o som. O Matiz integra a categoria dos listening bars, as casas especializadas em música que viraram tendência. A discotecagem é feita com discos de vinil, e tudo ali, das paredes ao teto, é pensado para oferecer conforto acústico. Talvez por isso o estabelecimento funcione mais como uma balada do que como um bar. Às sextas-feiras e aos sábados, é difícil encontrar lugar para sentar, seja nos sofás do ambiente interno, com luz baixa, seja nas mesas do terraço, onde o som do DJ não chega. Nesses dias, aliás, é recomendável chegar cedo, já que a fila pode levar horas. Inaugurado em 2023, o Matiz ganhou fama sobretudo depois da visita de celebridades, como o cantor canadense Shawn Mendes e a cantora britânica Dua Lipa. Aliás, não é raro encontrar estrangeiros no local. Espere comidas para compartilhar, não pratos de refeição. Entre as opções estão a lasanha frita (R$ 58), servida em quadradinhos com textura que lembra a de um dadinho de tapioca, e o guioza (R$ 45), disponível nas versões de porco ou veggie. Quem tiver mais fome pode pedir um hambúrguer de angus (R$ 70), acompanhado de batata frita. Há drinques autorais, como o appletini (R$ 48), com vodca, maçã verde e iogurte, e clássicos, como o negroni (R$ 48). A entrada é gratuita às terças e quartas. Às quintas, custa R$ 15 e, às sextas e sábados, R$ 30. O valor do ingresso de domingo varia de acordo com a programação. E evite levar muitas coisas: o estabelecimento não tem chapelaria. Quando este repórter informou a atendente, ainda no hall, que estava com uma mochila, ela respondeu, de forma um tanto ranzinza, que os objetos colocados em um balcão improvisado logo iriam "cair em cima dela". MATIZ R. Martins Fontes, 91, região central. @matizbarsp

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