Com Damares, Michelle e Bia Kicis, DF forma primeira bancada feminina do Senado

Com Damares, Michelle e Bia Kicis, DF forma primeira bancada feminina do Senado

Com a eleição de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), o Distrito Federal terá, a partir de 2027, a primeira bancada totalmente feminina da história do Senado. A senadora Damares Alves (Republicanos) foi eleita em 2022 e tem mais quatro anos de mandato. Atualmente, a unidade da Federação tem duas mulheres, Damares e Leila Barros (PDT). Leila tentava a reeleição, mas chegou em terceiro lugar. Já Izalci Lucas (PL) concorreu a deputado federal nesta eleição. Os outros dois estados com maioria feminina nas bancadas do Senado são Maranhão, com Eliziane Gama (PT) e Lourdinha Pereira (PSB), e Mato Grosso do Sul, com Soraya Thronicke (PSB) e Tereza Cristina (PP). Atualmente, há 16 mulheres exercendo mandato no Senado, o que significa que elas ocupam 19,8% das 81 cadeiras. Eliziane e Thronicke concorrem à reeleição em seus estados, assim como Zenaide Maia (PSD-RN). Duas senadoras em exercício aparecem como suplentes na eleição de 2026: Daniella Ribeiro (PP-PB), na chapa de Nabor Wanderley (Republicanos), e Dra. Eudócia (PSDB-AL), com Marina JHC (PSDB). Nesta eleição, estavam em disputa 54 vagas para o Senado, o equivalente a dois terços da Casa. Cada estado elegeu um representante. Em 2022, eram 27 vagas, uma por unidade da federação. Naquele pleito, quatro mulheres chegaram à Casa: além de Damares, assumiram mandatos Tereza Cristina, Teresa Leitão (PT-PE) e Professora Dorinha (União-TO). Elas não disputaram neste ano. Outras três senadoras permanecem na Casa por mais quatro anos após terem assumido definitivamente cargos de suplência: Lourdinha, Jussara Lima (PSD-PI) e Margareth Buzetti (PSD-MT). A primeira mulher senadora foi Eunice Michiles (AM), que assumiu a cadeira em 1979, ainda durante a ditadura militar. Desde então, a presença feminina avançou de forma gradual, mas permaneceu minoritária. Todas Discussões, notícias e reflexões pensadas para mulheres A desigualdade de gênero no Senado virou notícia em 2016, quando foi aberto o primeiro banheiro feminino do plenário da Casa. Até aquele ano, elas precisavam usar um lavatório localizado no chamado "cafezinho", lanchonete adjacente ao plenário onde os parlamentares fazem refeições. O prédio do Congresso foi inaugurado em 1960, quando não havia nenhuma senadora. O Brasil ocupa o 138º lugar no ranking de igualdade de gênero parlamentar, segundo a Inter-Parliamentary Union, que compila dados mensais do Legislativo ao redor do mundo. O Congresso brasileiro está atrás dos Parlamentos de países como Bahrein (123º), Arábia Saudita (125º), Somália (133º) e Burkina Faso (133º, empate). Na América do Sul, a média de participação feminina é de 31,4%.

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