São Paulo O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil informou na noite de terça-feira (29) que a Administração-Geral das Alfândegas da China habilitou quatro novas plantas brasileiras para exportar carnes ao mercado chinês. De acordo com comunicado à imprensa, foram habilitadas duas unidades de carne bovina: a Supremo Carnes, localizada em Carlos Chagas (MG), e a Masterboi, em Canhotinho (PE). Já no setor de carne de frango foram autorizadas a Avivar Alimentos, de São Sebastião do Oeste (MG), e a Cooperativa Dália Alimentos, de Arroio do Meio (RS). Carne vendida em açougue de Brasília - Evaristo Sá - 08.set.26/AFP O anúncio foi feito no mesmo dia em que o Ministério do Comércio da China divulgou que o Brasil atingiu a cota de carne bovina estabelecida pelo país asiático em salvaguarda divulgada no final do ano passado, e os carregamentos da commodity brasileira que desembarcarem nos portos chineses terão sobretaxa de 55% pelo resto do ano. A medida passa a valer no dia 1º de outubro. Além da sobretaxa, é cobrado ainda uma de tarifa de importação correspondente a 12%.Agora, o governo brasileiro atua para conseguir usar cotas que restaram de outros países, um pedido que já foi negado por Pequim no passado, conforme revelou a Folha. Na segunda-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que o Uruguai concordou que o Brasil utilizasse o seu remanescente "Agradeci a autorização concedida ao Brasil para uso do excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China", disse Lula, em uma publicação no X. A chancelaria do país vizinho, por sua vez, explicou que aceitou apresentar a Pequim o pedido para o uso do remanescente, e que a decisão cabe completamente às autoridades chinesas, que ainda não se pronunciaram. Com informações de Victoria Damasceno e da Reuters
China habilita quatro novas plantas brasileiras para exporta��o de carnes
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