A Rússia e a China reagiram nesta terça-feira (15) ao anúncio feito um dia antes pela Força Espacial dos Estados Unidos de que o país mantém armas posicionadas em órbita. É a primeira vez que Washington reconhece oficialmente possuir esse tipo de capacidade militar no espaço. Moscou pediu que o espaço seja matnido livre de armamentos. "Acreditamos que o espaço deve estar livre de qualquer arma", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, a jornalistas. "Contamos com um amplo consenso internacional para continuar trabalhando em prol da completa desmilitarização do espaço", acrescentou. Pequim também instou Washington a deixar de "se preparar para a guerra" no espaço. O Ministério das Relações Exteriores chinês alertou contra a transformação do espaço em campo de batalha e contra uma corrida armamentista na área."Instamos o lado americano a parar de ampliar suas capacidades militares e de se preparar para a guerra no espaço sideral", declarou o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, a jornalistas. Ao fazer o anúncio, a Força Espacial dos EUA citou diretamente os dois países como ameaças no domínio espacial. Sobre a China, o comunicado afirma que o país "desenvolve e opera capacidades espaciais e antiespaciais como parte de uma estratégia de modernização militar". Já a Rússia, segundo o anúncio americano, "considera o espaço um domínio de combate" e vê a supremacia espacial como fator decisivo em conflitos futuros. A militarização do espaço é tão antiga quanto a própria corrida espacial. Desde o lançamento do satélite soviético Sputnik, em 1957, Washington e Moscou passaram a explorar formas de armar e de destruir equipamentos em órbita. Na época, a principal preocupação eram armas nucleares no espaço. Em 1967, os dois países e outras potências assinaram o Tratado do Espaço Sideral, que proíbe a colocação de armas de destruição em massa em órbita, mas não impede o desenvolvimento de outras capacidades militares. Desde então, Rússia, EUA, China e Índia têm desenvolvido formas de conduzir operações militares no espaço sem violar o tratado, incluindo capacidades para atacar os satélites de países rivais, fundamentais para comunicações militares, vigilância e sistemas de navegação.
China faz apelo aos EUA contra guerra no espa�o, e R�ssia diz que �rbita deve ser livre de armas
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