China aprova lei contra corrup��o transfronteiri�a em novo passo de campanha de Xi

China aprova lei contra corrup��o transfronteiri�a em novo passo de campanha de Xi

A China aprovou nesta sexta-feira (6) uma nova lei que visa combater a corrupção transfronteiriça, uma medida que expande a campanha do Partido Comunista Chinês contra o crime. Segundo a imprensa estatal, o objetivo da lei "é prevenir e punir a corrupção transfronteiriça, aprofundar a cooperação internacional no combate à corrupção, salvaguardar a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento".A publicação também afirma que a legislação visa promover a construção de um sistema de governança anticorrupção global justo. Em artigo publicado no dia anterior no Diário do Povo, a principal autoridade anticorrupção da legenda, Li Xi, detalha como a China quer transformar o combate à corrupção transfronteiriça em uma estrutura jurídica própria, ampliando sua capacidade de localizar suspeitos, impedir fugas e recuperar dinheiro no exterior. "Com a consciência de que está em jogo a própria sobrevivência do Partido e do Estado, conduzir a luta contra a corrupção com o senso de missão de ‘ofender milhares de pessoas, mas não falhar com 1,4 bilhão’", escreveu, em referência ao tamanho da população chinesa. China, terra do meio Receba no seu email os grandes temas da China explicados e contextualizados A aprovação é mais um passo da campanha anticorrupção do líder do regime, Xi Jinping, que tornou o combate ao crime uma de suas principais marcas. Na semana passada, após a conclusão de uma plenária do PC Chinês que teve como foco a disciplina partidária, um comunicado confirmou a expulsão de 33 militares e políticos da sigla. Na mesma ocasião, o partido adotou uma decisão que enfatiza a "perseverança na autogovernança plena e rigorosa" na legenda. O comunicado emitido após a plenária, uma das mais importantes antes do Congresso Nacional do partido, no ano que vem, afirma que "a gestão rigorosa dos funcionários é a chave para a autogovernança plena e rigorosa do partido" e reforça a necessidade de formar quadros de "alto calibre", politicamente firmes, altamente capazes, de boa conduta e com "disciplina rigorosa". A campanha anticorrupção tem sido uma das marcas da gestão de Xi como secretário-geral do partido, e é vista como uma forma de centralizar o poder do mandatário sobre o Exército de Libertação Popular. A Comissão Militar Central, órgão máximo de governança das Forças Armadas, teve cinco de seus sete membros expulsos, restando apenas o próprio Xi e Zhang Shengmin, uma das peças-chaves por trás dos expurgos no grupo, promovido ao Politburo durante a plenária.

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