Celina Le�o (PP) e Leandro Grass (PT) v�o disputar o 2� turno no DF

Celina Le�o (PP) e Leandro Grass (PT) v�o disputar o 2� turno no DF

Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) disputarão o segundo turno das eleições para o Governo do Distrito Federal. Com 100% das urnas apuradas neste domingo (4), Celina obteve 49,93% dos votos válidos, contra 34,47% de Leandro Grass (PT). Nas redes sociais, o petista agradeceu os votos recebidos. "Eu disse: tem que acreditar", afirmou ele.Celina passou a comandar a capital federal em março de 2026, depois de Ibaneis deixar o governo com a intenção de disputar uma vaga ao Senado –em julho, ele anunciou a desistência da candidatura em meio ao desgaste envolvendo a tentativa frustrada de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília). Antes, ela foi deputada distrital e federal. A governadora aposta no apoio de Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente, e dos principais nomes da direita no DF: Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Damares Alves (Republicanos). Ex-deputado distrital e presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Grass deixou o PV e se filiou ao PT no último ano. Ele tem o apoio de Lula (PT), candidato a presidente. A campanha de Grass ganhou fôlego com a saída de José Roberto Arruda (PSD), ex-governador do DF de 2007 a 2010, da disputa. Ele chegou a aparecer empatado tecnicamente com Celina em simulação de primeiro turno da pesquisa Datafolha de 21 de agosto. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou o registro de candidatura de Arruda em 24 de setembro por causa de condenações por improbidade no caso da Operação Caixa de Pandora. Também disputaram a eleição Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo), Ricardo Capelli (PSB), Professora Samara Mineiro (UP), Professor Robson (PSTU), Elisson (Agir), Expedito Mendonça (PCO) e Rico Pinheiro (PRTB). Belmonte foi a terceira colocada na disputa, com 8,5% dos votos. Kiko Caputo teve 4,4%, e Cappelli, 2,2%. Os demais concorrentes tiveram menos de 1% dos votos. CASO MASTER-BRB O próximo governador do DF herdará a crise do BRB, tema explorado na disputa eleitoral. Criticada por adversários pelo rombo no banco, Celina tenta se distanciar do caso e busca empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para recompor o caixa da instituição. Celina era vice de Ibaneis quando o BRB tentou comprar o Master, de Daniel Vorcaro. Durante a campanha, ela repetiu que não se envolveu na operação. Também disse que não tinha contato com o então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, atualmente preso. Vorcaro, porém, afirmou em abril de 2025 que Celina "não ficou de fora" das discussões e que o discurso dela era "jogo pra se preservar na política", de acordo com diálogos extraídos do celular do ex-banqueiro e revelados pela Folha. Celina disse que a reportagem mostrando os diálogos estava "fora de contexto" e "cria uma narrativa que não é verdadeira". A governadora afirmou que nunca teve qualquer tipo de contato com Vorcaro e que sempre foi contra a operação BRB-Master. O Banco Central rejeitou a compra em setembro de 2025. O Master foi liquidado pelo BC em novembro do mesmo ano, após a prisão de Vorcaro em operação da Polícia Federal quando ele embarcava de jatinho para o exterior. O tamanho do prejuízo do BRB, porém, ainda não foi tornado público. Desde que o escândalo Master veio à tona, nenhum relatório operacional foi apresentado, como as demonstrações dos resultados de 2025 e do primeiro semestre deste ano.

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