Carlos Daf� celebra 79 anos com samba e soul no Teatro Rival

Carlos Daf� celebra 79 anos com samba e soul no Teatro Rival

Carlos Dafé comemora seus 79 anos nesta sexta-feira (6), às 19h30, no Teatro Rival Petrobras, no centro do Rio de Janeiro. Acompanhado pela banda Malandro Dengoso, o cantor e compositor reúne sucessos de mais de cinco décadas de carreira e músicas de seu trabalho com o produtor americano Adrian Younge. Entre os convidados está o cantor, compositor e produtor Didu Nogueira, cuja admiração por Dafé começou antes dos encontros nos palcos. Filho da cantora e compositora Gisa Nogueira, sobrinho de João Nogueira (1941-2000) e primo de Diogo Nogueira, ele cresceu numa casa em que o samba dividia espaço com discos de Diana Ross e Stevie Wonder. Segundo Didu, sua mãe recebia lançamentos enviados pela gravadora Top Tape, à qual era contratada. Aqueles discos abriram caminho para seu interesse pelo soul. Mas foi a voz de Dafé em "Pra que Vou Recordar o que Chorei", incluída na trilha da novela "Dona Xepa", de 1977, que o levou a pedir dinheiro à mãe para comprar o compacto. A lembrança vem acompanhada de uma medida bem particular da quantidade de vezes que ouviu a gravação: o disco "só não furou por conta da valente resistência da agulha". Depois, foi assistir ao cantor em um baile black, experiência que consolidou a admiração. "Dafé é um craque!", afirma. Para a participação no Rival, Didu escolheu "Quadro de Ismael", parceria de Dafé com Jon Lemos, posteriormente conhecido como Toninho Lemos. Gravado por Alcione no álbum "E Vamos à Luta", de 1980, o samba percorre personagens e enredos do Carnaval carioca. Didu conta que, quando encontrava Dafé, costumava cantarolar um de seus versos antes mesmo de cumprimentá-lo. A relação também se estendeu à produção de espetáculos. No Sesc Pompeia, em São Paulo, Didu dirigiu "Coisa de Preto", que reuniu Dafé, o grupo Galocantô e a banda Os Crioulos em uma homenagem ao Dia da Consciência Negra. O convite para o aniversário renova essa convivência. "Só sei que desde que ele me convidou para participar deste show, estou numa felicidade absoluta", diz. Segundo Didu, Gabriel Moura, MC Marechal e Bruno Maia também participam da apresentação. O repertório anunciado inclui "A Cruz", de Dafé e Tania Maria Reis; "De Alegria Raiou o Dia", parceria com Dom Mita; e "Acorda que Eu Quero Ver" e "Pra que Vou Recordar o que Chorei", ambas de Dafé. A produção recente aparece em "Amor Enfeitiçado", do álbum "Carlos Dafé JID025", lançado em 2025 pelo selo americano Jazz Is Dead. Produzido por Adrian Younge, o disco aproxima o cantor de novos colaboradores. A faixa tem música de Younge e letra de Dafé, Gabriel Moura e BID. No palco, a Malandro Dengoso reúne Antônio de Souza, na guitarra; Sandro Rodrigues Archanjo, na bateria; Daniel Cahon de Oliveira, no baixo; Rodrigo Braga, nos teclados; e Justino da Silva, na percussão. Os sopros ficam com Rodrigo Sampaio Reveles, no saxofone, Katia Preta, no trombone, e Ricardo Caldas, no trompete. Rosilayne Fonseca e Cauê Dafé fazem os vocais de apoio. Entre o repertório que conquistou os frequentadores dos bailes e as gravações recentes, o show permite acompanhar a continuidade de uma carreira construída no encontro entre samba e soul. Para Didu, essa aproximação já acontecia entre os discos que chegavam à casa de sua mãe. Carlos Dafé e Banda Malandro Dengoso Participações: Didu Nogueira, Gabriel Moura, MC Marechal e Bruno Maia Quando: Sexta-feira (6), às 19h30 Onde: Teatro Rival Petrobras — r. Álvaro Alvim, 33, subsolo, Centro, Rio de Janeiro Ingressos: A partir de R$ 50, pela Sympla Classificação indicativa: 18 anos Capacidade: 350 lugares LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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