Campanha de Renan Santos avalia ex-secret�rio do governo Lula para equipe econ�mica

Campanha de Renan Santos avalia ex-secret�rio do governo Lula para equipe econ�mica

O ex-secretário de Orçamento Federal Paulo Bijos é um dos nomes cogitados para fazer parte da equipe econômica do presidenciável Renan Santos (Missão), caso o candidato seja eleito, informou o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) nesta terça-feira (18). Segundo o parlamentar, Bijos foi o responsável por elaborar a proposta de governo de Renan que prevê uma economia de R$ 1,1 trilhão em cinco anos e de R$ 3,3 trilhões em dez anos. As declarações foram dadas durante entrevista a jornalistas em evento promovido pela UNECS (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), em Brasília. Renan cumpre uma série de agendas com o empresariado nesta terça. Ele também participará de encontro com a Frente Parlamentar de Ambiente de Negócios e de debate da CNT (Confederação Nacional do Transporte). Em seu discurso, o candidato do Missão ao Planalto afirmou que pretende oficializar o nome de quem será seu ministro da Fazenda em um eventual governo em até 15 dias. A proposta de ajuste fiscal defendida por Renan vai se basear no corte de salários, principalmente de juízes e promotores e de carreiras do Executivo, como na diplomacia, além de uma "revisão de privilégios para grandes lobbies empresariais". O candidato também defendeu a desindexação do salário mínimo da Previdência e em relação ao abono salarial e ao BPC (Benefício de Prestação Continuada) e a desvinculação da receita dos pisos da educação e da saúde, que passariam a ser corrigidos pela inflação. "Principalmente considerando que a gente tem uma diferença de demografia. Cada vez mais a gente tem pessoas mais velhas, cada vez menos a gente tem pessoas mais jovens. Não faz sentido ter o piso de hoje, quando em muitos municípios você vai precisar investir mais em saúde do que em educação, e vice-versa, de acordo com a realidade de cada local", disse Kim Kataguiri ao lado de Renan Santos. Paulo Bijos deixou o Ministério do Planejamento, sob o comando da então ministra Simone Tebet (PSB), em julho de 2024, a menos de dois meses do envio do Orçamento de 2025 para o Congresso. Ele é servidor da Câmara dos Deputados e estava cedido para a pasta, mas foi requisitado de volta pelo então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), para atuar como analista legislativo da Consultoria de Orçamento da Câmara, no fim de junho. Como mostrou a Folha na época, Tebet foi pega de surpresa com um ofício requisitando Bijos e tentou reverter a saída do seu secretário, sem sucesso. A Folha tentou contato por mensagem de WhatsApp e por ligação com Bijos para confirmar que ele integrará uma eventual equipe de Renan Santos, mas não houve resposta. O espaço segue aberto. Brasília Hoje Receba no seu email o que de mais importante acontece na capital federal Durante o evento, Renan Santos defendeu acabar com a Justiça do Trabalho e afirmou que o fim da escala 6x1, atualmente em discussão pelo Congresso Nacional, é uma "maluquice" e pode causar uma "quebradeira da economia". "A CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas] já deu. Já era. A maior parte dos serviços trabalha com o regime MEI [microempreendedor]. Que tal a gente criar um regime definitivo, pela hora de trabalho? É o que o meu governo vai criar", disse. O presidenciável do Missão ainda disse que o Congresso Nacional está tomado por "covardes" e fez críticas aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmando que os integrantes do setor produtivo "são escravos do Alcolumbre". "Vamos ter que passar todas as reformas. Vamos apertar todos os deputados. Ou o Brasil produtivo ganha, e a gente passa todas as reformas estruturantes ou a gente vai ser governado pelos políticos dos estados menos produtivos do Brasil que não estão ligando para nada [...] É uma vergonha, porque quem paga a banda, escolhe a música. Vocês pagam a banda, por que o Alcolumbre escolhe a música?", afirmou. "Vamos aceitar ser governados pelo Centrão, lá com Alcolumbre, do Amapá, ou o rapaz da Câmara, o Hugo Motta, até quando? Tem que botar isso na mesa, porque são estados que não são bem conduzidos. A vida no Amapá e na Paraíba não está boa, e os políticos de lá estão mandando em todo o resto do Brasil sem se preocupar em fazer a vida e a atividade econômica melhorarem", completou. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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