A campanha da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), prepara uma ação na Justiça Eleitoral contra o adversário João Campos (PSB), pelo suposto uso de robôs e "máquina de perfis falsos" para atacar a gestão atual e exaltar os feitos do ex-prefeito do Recife. Na representação, a equipe diz ter identificado ao menos 301 perfis criados no mesmo dia, 28 de maio deste ano, o que sustentaria a tese de "ativação em lote", feita por robôs. Além disso, 63% dos perfis teriam publicado mensagem sincronizada em uma janela de poucos minutos. A campanha alega sincronismo, texto duplicado, rastro de automação e queda em massa. O pedido também afirma que sete contas teriam publicado frases com o mesmo deslize automático: a palavra inglesa "the" no lugar do artigo em português, o que entrega o uso de uma suposta "máquina de perfis falsos" pelo erro de tradução automática em uma rede que promovia João Campos. Na ação, a campanha listou 186 perfis dedicados a impulsionar a pré-candidatura do adversário de Raquel e outros 33 perfis ativados de forma reativa para atacar a gestão atual, principalmente em relação às enchentes que atingiram o estado. O pedido que será protocolado no TRE-PE (Tribunal Regional de Pernambuco) também diz ter identificado uma célula contra pesquisas —35 perfis atacavam o Datafolha de forma coordenada, segundo a peça. Outro lado A campanha de João Campos diz que a governadora tenta inverter os fatos e cita uma investigação da PF (Polícia Federal) que apura eventual financiamento de uma rede organizada de perfis para disseminar ataques e desinformação contra adversários da governadora. "É de conhecimento público que as investigações reúnem um amplo conjunto de elementos que apontam para a existência de uma atuação coordenada, com finalidade eleitoral, envolvendo centenas de perfis e milhões de visualizações em publicações dirigidas contra opositores do governo", diz. Em nota, cita ainda uma apuração no Tribunal de Contas de Pernambuco que aponta irregularidades em uma licitação e suspeitas envolvendo familiares da governadora que atuariam como sócios ocultos das agências vencedoras de um dos processos. "Não se trata de um embate político comum. O que está sendo investigado é a eventual utilização da máquina pública, de contratos milionários de publicidade e de uma estrutura organizada de comunicação para financiar ataques sistemáticos contra adversários e instituições democráticas", afirma. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Campanha de Lyra acusa Campos de promover rede de rob�s e aciona Justi�a Eleitoral
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