Cabaret da Cec�lia reabre na antiga Kilt ap�s reforma de quase R$ 2 milh�es

Cabaret da Cec�lia reabre na antiga Kilt ap�s reforma de quase R$ 2 milh�es

O Cabaret da Cecília reabre neste sábado (17), às 22h, em um novo endereço, na rua Nestor Pestana, 189, no centro de São Paulo. Fundada em fevereiro de 2018 pelo empresário Tiaguinho Santos, a casa deixa um antigo casarão da rua Fortunato para ocupar o imóvel que já abrigou boates como Kilt, Ocean Club, Ego Club e Cocktail. A reforma durou dois anos e custou quase R$ 2 milhões, segundo Santos, que agora divide a sociedade com o empresário Mario Levi. O Cabaret original, fechado há seis meses, recebia até 120 pessoas. O novo poderá acomodar inicialmente 500 frequentadores, mas a estrutura, segundo o empresário, comporta até 1.600 pessoas. Por enquanto, apenas um dos pavimentos está autorizado a funcionar. Os demais serão abertos gradualmente. A mudança foi motivada pelas limitações do antigo imóvel, um casarão construído na primeira metade do século passado, com problemas de infiltração, alagamentos, poucos banheiros e pé-direito baixo. O novo Cabaret terá apresentações de drag queens, números de burlesco, strip-tease, teatro musical e DJs. Santos pretende incluir também espetáculos com sexo, performances fetichistas e outras atrações eróticas. A casa contará com 13 barras para pole dance, três camarotes, três salas privativas para locação e um mezanino com entrada independente. Para março de 2027, está prevista a inauguração de um espaço que o empresário descreve como um bar de experiências corporais. Batizado de Parquinho, será um playroom bissexual, com salas, labirintos e equipamentos destinados a práticas sexuais. Santos já explorou uma proposta semelhante no antigo Mariposa, inspirado em clubes de Berlim que permitiam a nudez dos frequentadores. A história do novo endereço está associada à prostituição e aos espetáculos eróticos no centro de São Paulo. Fundada em 1971 pela empresária Tânia Maciel, a Kilt se tornou uma das casas mais conhecidas desse segmento. Sua sede original, um imóvel com aparência de castelo, foi demolida pela Prefeitura em 2012, durante as obras de reurbanização da praça Roosevelt. A boate reabriu em 2013 no número 189 da mesma rua, justamente o edifício agora ocupado pelo Cabaret da Cecília. Antes dela, o imóvel havia abrigado outras casas semelhantes. Segundo Santos, a Cocktail chegou a reunir centenas de profissionais do sexo. Parte do prédio foi transformada em hotel, que continuou funcionando independentemente das boates. A ideia de instalar ali o Cabaret surgiu de Mario Levi, empresário com experiência em casas como Manga Rosa e Bar 18. Amigo do proprietário do edifício, Levi procurou Santos depois de visitar o The Box, cabaré nova-iorquino conhecido por suas apresentações provocativas. Santos conta que inicialmente resistiu à proposta de sociedade. O tamanho do imóvel e a perspectiva de voltar a dividir um negócio o preocupavam. A intenção agora é aproximar públicos de diferentes segmentos da noite paulistana. Enquanto Santos tem trajetória ligada à cena alternativa e LGBTQIA+, Levi vem de empreendimentos voltados a um público mais convencional. "O cabaré é um espaço de cultura transgressora, liberdade, encontro", afirma Santos. "Todas as gerações, os gêneros se encontram e todo mundo se respeita." A programação de inauguração anuncia apresentações de Divana Montez, Priscila Toscano, Ginger Moon, Douglas Camargo e Roxa Caótica. A música ficará a cargo dos DJs Gil Riquerme, Angélica Moller e Giu Toscano, com repertório de disco e house.

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