Bukele colocou criminosos na defensiva e popula��o no centro da seguran�a, diz leitor

Bukele colocou criminosos na defensiva e popula��o no centro da seguran�a, diz leitor

Nayib Bukele fez o que parecia impossível: colocou os criminosos na defensiva e a população no centro da segurança. Por que outros governos não conseguem? Carlos José Borges Júnior (São Paulo, SP) Qualquer governo que atue sem observância do estado de direito representa uma ditadura. O uso da força estatal sem limite leva à deterioração das instituições e a destruição da democracia. Vilarino Escobar da Costa (Viamão, RS) Quem comemora prisões? Quanto mais presos melhor? Enquanto Bukele insistir no encarceramento em massa no lugar de educação, o número de detentos só vai aumentar. E há quem defenda esse modelo para o Brasil. Eduardo Paco (São Paulo, SP) Até a ascensão de Bukele, El Salvador era um lugar esquecido e pobre. Bastou o presidente resolver a violência num cenário de guerra civil e ele virou um problema. Como as pessoas imaginam que se dê o combate à violência? Acham que educar a base traz criminosos para o humanismo e a legalidade? Bukele solucionou algo em que países latino-americanos falharam. Precisa ser criticado onde errou, mas também precisa ser ouvido. Adelino De Santi Júnior (Auckland, Nova Zelândia) Uma violação institucional da dignidade humana e dos direitos do cidadão. Na prisão Cecot, a desumanização do sistema carcerário é ainda mais grave. Maria Isabel Vieira Seijo de Figueiredo (São Paulo, SP) O modelo poderia ser adotado com adequações. Nada muda do dia para a noite, e no caso do combate ao crime, a mudança demanda tempo. Quando o modelo for aplicado no Brasil, será um sonho. Victor Hugo Rocha Silva (Diadema, SP) O Estado de exceção, fundamentado no superencarceramento, tira os direitos civis e políticos da população sob o pretexto de combater o crime por facções. Na prática, se transforma num regime autocrático e ditatorial que prende e oprime quem se opõe a ele. Além disso, até agora não retirou o país da desigualdade social e da pobreza. Audranilson Santos Trevas (Maceió, AL) Com a dimensão territorial do Brasil, vai gerar um Estado de exceção. Ricardo Pedrosa Pinelli (Brasília, DF) O modelo é inconstitucional e arbitrário. Além disso, o tamanho do território brasileiro torna essa fórmula impraticável por seu alto custo. Ricardo Motta de Albuquerque (Rio de Janeiro, RJ) O modelo é autoritário e perigoso porque cria uma falsa narrativa de que o encarceramento em massa é a solução para problemas de segurança pública. Paula Rocha (Curitiba, PR) Deveria ser implantado no Brasil. As organizações de direitos humanos que discordam deveriam cuidar das famílias destruídas pelos criminosos. Uma situação é defender um claro inocente preso; outra é exigir direitos absurdos para um criminoso, como saidinha, visita íntima, progressão de pena e auxílio-reclusão. Todos esses direitos não desestimulam a criminalidade. Na verdade, recompensam. Luís Tadeu Romano (Araraquara, SP) Um modelo pautado na pena de morte em vida. Não há nenhuma preocupação em achar os verdadeiros culpados, mas sim alguém para culpar. Se algo assim fosse instituído em nosso país, só pobres e negros iriam parar das grades. Isso não é solução. Josete Lima dos Santos (Taboão da Serra, SP) Bukele está encarcerando em massa como solução mágica. No entanto, aumentar a população carcerária não traz solução; só cria a falsa sensação de segurança enquanto as causas da violência seguem inalteradas. A desigualdade e a criminalidade aumentam. Pedro Luís Machado Sanches (Pelotas, RS)

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