Apesar do corte na taxa básica de juros (Selic) desta quarta-feira (5), para 14% ao ano, o Brasil manteve a primeira posição no ranking mundial de juros reais (descontada a inflação). A taxa real brasileira caiu de 9,67% ao ano, dado do levantamento feito em junho, para 9,30% ao ano, segundo ranking elaborado pelo Portal MoneYou e pela Lev Intelligence. Nesta quarta, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central cortou a taxa básica de 14,25% para 14% ao ano. O Brasil possui juros reais mais elevados do que Rússia (9,09%), Colômbia (6,16%), Indonésia (4,61%) e Argentina (4,51%), para citar os países mais próximos no ranking, que reúne 40 economias que possuem uma taxa média de 1,38% ao ano. A taxa real é uma combinação da inflação projetada para os próximos 12 meses (4,12%), e dos juros de mercado para os 12 meses à frente. Em termos nominais, a taxa brasileira está empatada com a Rússia na terceira posição, abaixo de Turquia (37%) e Argentina (29%), mas acima de Colômbia (12%) e África do Sul (7%). Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Considerando uma amostra mais ampla, entre 156 países, 79,5% mantiveram os juros, 7,7% elevaram e 12,8% cortaram desde a reunião anterior do Copom em junho. A consultoria destaca que as perspectivas inflacionárias foram majoritariamente revisadas para cima pelo mercado nos países do ranking, "criando uma série significativa de juros reais mais baixos e negativos, em meio ao cenário adverso e ainda em aberto com o conflito no Oriente Médio".
Brasil lidera ranking de juros reais mesmo ap�s corte da Selic
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