Bolsonaristas t�m �nimo final com Datafolha, e petistas esperam mais votos com mobiliza��o

Bolsonaristas t�m �nimo final com Datafolha, e petistas esperam mais votos com mobiliza��o

A última pesquisa Datafolha antes do segundo turno, divulgada no sábado (24), animou apoiadores do candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, e fez com que eleitores do presidente Lula (PT) se dividissem entre preocupação e esperança pela possibilidade de virada. Flávio aparece com 51% dos votos válidos e Lula, com 49% —50,89% a 49,11%, respectivamente, antes do arredondamento, segundo o Datafolha. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na quinta-feira (22), na rodada anterior, havia empate com ambos os candidatos marcando 50% dos válidos em números arredondados. No começo da campanha do segundo turno, a distância entre Flávio e Lula era de quatro pontos nos válidos. A campanha de Flávio celebrou os números do Datafolha e disse que o resultado se soma ao de outros institutos que também colocam o candidato do PL na dianteira. A avaliação é a de que o presidenciável conseguiu contornar a rejeição ao nome dele e rebater acusações que circulam pelas redes sociais. O resultado também foi atribuído ao desempenho do senador no debate da TV Globo, na sexta-feira (23), considerado muito bom por correligionários. A pesquisa Datafolha foi realizada entre esta sexta e o sábado. Ou seja, parte das perguntas foi feita após o programa. O levantamento também indicou que os eleitores se dividiram sobre o vencedor. Acharam que Lula se saiu melhor do que Flávio 36%; outros 36% disseram o contrário. A campanha de Lula admitiu preocupação com o resultado, mas insistiu haver possibilidade de vitória. O partido acreditava que o presidente conseguiria consolidar uma virada nas pesquisas a partir do debate e manter a tendência de crescimento. O foco da campanha de Lula agora será mobilizar os apoiadores em último fôlego, incentivando os eleitores a ajudarem outras pessoas que podem votar no presidente a sair de casa. A orientação é oferecer caronas e votar cedo, por avaliarem que quem deixa para votar no fim do dia tem mais chances de desistir. Coordenador da campanha de Lula em São Paulo, o advogado Marco Aurélio Carvalho afirmou que "o jogo só acaba quando termina". "A nossa mensagem de amor e de esperança, em um país dividido pelo ódio e pela intolerância, pode, ao lado da nossa militância aguerrida, fazer a diferença", disse. Após o resultado da pesquisa, o deputado federal André Janones (Rede-MG), considerado uma nova liderança digital da campanha de Lula, reforçou, em transmissão ao vivo pelas redes sociais, o otimismo e a orientação para que a mobilização seja mantida. O parlamentar apelou, junto a nomes como o da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e do ator Bruno Gagliasso, para que apoiadores de Lula votem cedo e façam um último esforço para converter indecisos e pessoas que votaram branco ou nulo no primeiro turno. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), minimizou o resultado e avaliou que o impacto das manifestações deste sábado não foi medido. "Tenho impressão que a pesquisa não captou as grandes mobilizações de hoje, como no Rio de Janeiro e em São Paulo. A tendência é a vitória do presidente Lula", afirmou. Uma integrante da mobilização da campanha de Lula converge com Uczai ao apontar a possibilidade de virada através das mobilizações, por considerar que são as maiores do passado recente. Mas aponta que o clima é "estranho" e "dramaticamente deprimente". Um deputado apoiador do presidente Lula também demonstrou preocupação. Ele afirmou, porém, que as mobilizações deste sábado se comparam com a de outros momentos históricos e disse acreditar no crescimento do petista. Por outro lado, este aliado aposta que a diferença será menor que um milhão de votos e mantém receio de que a eventual recuperação do presidente seja insuficiente. Ele também demonstra apreensão, sem provas, com possíveis atos de sabotagem que aumentem as abstenções. Antes do resultado do Datafolha, uma ala da campanha apontava que Lula precisaria ter cerca de três pontos de vantagem para de fato chegar ao domingo competitivo contra Flávio por conta do chamado "voto envergonhado" da direita, não detectado pelas pesquisas.

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