BNDES anuncia mais R$ 4,1 bi para plano de aux�lio a empresas afetadas por tarifa�o e guerra

BNDES anuncia mais R$ 4,1 bi para plano de aux�lio a empresas afetadas por tarifa�o e guerra

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta terça-feira (1º) mais R$ 4,1 bilhões em recursos próprios para o orçamento do plano Brasil Soberano 3. A nova etapa do programa, anunciada em julho, prevê ajuda a empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e por reflexos da guerra no Irã, além de mirar setores considerados estratégicos pelo governo para a balança comercial. Com a ampliação, a quantia direcionada pelo BNDES para o plano sairá dos R$ 5 bilhões previstos inicialmente para R$ 9,1 bilhões. Além desses R$ 9,1 bilhões do banco, o programa conta com outros R$ 13,5 bilhões do Tesouro. Assim, o orçamento total do Brasil Soberano 3 passa a ser de R$ 22,6 bilhões. O anúncio do BNDES ocorre pouco mais de um mês antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O governo Lula (PT), que tenta a reeleição, tem recorrido a medidas de estímulo à economia nos últimos meses. Conforme o BNDES, as empresas poderão protocolar pedidos de crédito junto ao banco ou em instituições financeiras parceiras em 15 dias. As linhas de financiamento abrangem diferentes finalidades, como capital de giro, aquisição de bens de capital e investimentos para adaptação de atividades produtivas. "O Plano Brasil Soberano se mostrou fundamental para ampliar o acesso das empresas brasileiras ao crédito em um momento de maior instabilidade no comércio internacional", disse em nota o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Do total de recursos disponíveis, R$ 8,8 bilhões devem ser direcionados a exportadores e seus fornecedores afetados pela aplicação de tarifas comerciais dos Estados Unidos. Outros R$ 6,8 bilhões abrangem negócios que exportam para países do Golfo Pérsico, região influenciada pelo conflito no Irã. Os R$ 7 bilhões restantes incluem, por exemplo, R$ 4 bilhões para empresas atuantes em atividades relacionadas à fabricação de adubos e fertilizantes e R$ 2 bilhões para negócios industriais e tecnológicos da cadeia de minerais críticos. As condições de juro variam de acordo com o tipo de empréstimo. A linha de crédito específica para minerais críticos parte de um custo mais baixo, de 3% ao ano. Já a modalidade de capital de giro terá taxa de 9,8% ao ano para grandes empresas e de 8,3% para micro, pequenas e médias.

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