'Bluey' transformou uma cachorrinha blue heeler em superstar

'Bluey' transformou uma cachorrinha blue heeler em superstar

Talvez você já tenha assistido a algum episódio de "Bluey"aquele desenho australiano que acompanha uma cachorrinha de seis anos da raça blue heeler. Ela mora com sua irmã, Bingo, e seus pais, Bandit e Chilli, passando boa parte dos episódios inventando jogos com a família. As histórias são curtinhas, com cerca de sete minutos, e mostram situações que poderiam acontecer na casa de qualquer criança. A série estreou na Austrália em 2018 e, desde então, ganhou popularidade entre as crianças ao redor do mundo. No Brasil, pode ser vista pelo Disney+ e também na TV Cultura. No YouTube, o canal oficial em português já soma mais de 3,9 milhões de inscritos e 2,5 bilhões de visualizações. Mas Bluey não precisa de superpoderes para viver suas aventuras. É nas coisas mais simples que ela encontra diversão. Uma brincadeira com o pai pode virar uma missão ultrassecreta, enquanto o quintal se transforma em outro planeta quando Bluey e Bingo começam a soltar a imaginação. Talvez seja por isso que tantas crianças se reconheçam no desenho. Afinal, quem nunca montou um forte com cadeiras e lençóis na sala de casa ou inventou uma língua que só os seus amigos conseguem decifrar? A criatividade é justamente um dos principais fatores por trás da popularidade da série entre os mais novos, na opinião de Murilo Hinojosa, da BBC Studios, responsável por "Bluey" no Brasil. "A marca fala com as crianças por meio da brincadeira e de situações que fazem parte do cotidiano", afirma. Só que os adultos também acabaram entrando na brincadeira. Enquanto as crianças podem se identificar com as aventuras de Bluey e Bingo, os mais velhos encontram situações que lembram a própria vida em família. Segundo Hinojosa, essa mistura ajuda a explicar o alcance da série, que consegue acompanhar "crianças e adultos em momentos de brincadeira, leitura, convivência e lazer", mantendo o vínculo familiar no centro das histórias. E esse universo agora aposta ainda mais na imaginação no projeto "Bluey Book Reads – Histórias da Bluey", que leva as aventuras da personagem para os livros, com histórias contadas em voz alta por artistas. A iniciativa já ultrapassou 91 milhões de visualizações pelo mundo e, agora, ganha uma versão em português do Brasil. Rodrigo Santoro e Mel Fronckowiak emprestam suas vozes ao narrar as histórias de Bluey e Bingo, publicadas no canal oficial de Bluey no Brasil. A proposta é diferente da do desenho: em vez de apenas acompanhar uma aventura na tela, a criança também é convidada a imaginar cada detalhe. "Bluey" também já chegou aos palcos brasileiros. Após passar por várias cidades do país, o espetáculo "Bluey Ao Vivo – Diversão em Família!" retorna a São Paulo em setembro. A nova temporada vai de 12 de setembro a 1º de novembro, no Teatro Claro Mais SP. Na peça, o público entra na casa da família Heeler e acompanha as brincadeiras com música. Entre as próximas aventuras confirmadas, está o primeiro filme da personagem, previsto para chegar aos cinemas em 2027. Hinojosa também diz que existem planos de novas experiências no Brasil nos próximos anos, sempre com as brincadeiras como um dos pontos centrais. Mas, antes de ver "Bluey" na telona, que tal imaginar a cachorrinha trocando por um dia a terra dos cangurus pelo Brasil? Se a missão fosse escolher uma brincadeira com a cara do país para entrar no episódio, opções não iam faltar: jogar bolinha de gude, desenhar com giz na calçada… o porta-voz brasileiro, porém, já tem a escolha dele para a brincadeira que exala a "energia Brasil": "Na minha opinião, adoraria ver a Bluey brincar de amarelinha". A decisão, ele brinca, teria que ficar mesmo com a equipe responsável por criar as aventuras da personagem. Enquanto a Bluey não desembarca por aqui, a viagem pode ficar por conta da imaginação: qual brincadeira brasileira você apresentaria primeiro para ela?

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